[Entrevista] A volta do Raccoon!

[Entrevista] A volta do Raccoon!

Eis que o World RPG Fest acabou nos trazendo uma bela surpresa. Lendo post aqui, post acolá, caímos de pára-quedas lá no Rocky Raccoon!

Quem é RPGista curitibano das antigas deve se lembrar da loja que traz o simpático raccoon como mascote. Aqui em casa, o marido-nerd coleciona boas memórias. Metade da estante de coisas de RPG foi comprada lá. Assim como os primeiros livros d’O Senhor dos Anéis (muito antes do hype todo do filme), O Hobbit e as Crônicas de Dragon Lance em português de Portugal.

Reproduzo aqui as memórias que o marido-nerd tem da loja:

“A loja era pequena, deveria ter uns 20m² no máximo (posso estar errado, pois não lembro se tinha um segundo andar, neste caso dobrando isto), mas era no 1º andar que ficava o RPG. No segundo, se existia, era estoque ou mesas pra cards. No 1º ficavam as estantes e o caixa – as duas coisas que eu usava rs. Havia uma vitrine, e a loja ficava numa galeria na praça Osório se não me engano. Lembro que tinha 2 pessoas que atendiam, um rapaz e uma moça. Ambos atendiam muito bem a gente, faziam questão de decorar o nome de todos os clientes. Na segunda vez que fui lá, ele ainda lembrava do meu nome e fazia questão de me chamar por ‘Edson'”

Curiosos para saber mais sobre a volta do Rocky Raccoon, misteriosamente anunciada no site, entrevistamos o cabeça do negócio, o Helio Greca. Abaixo, ele nos conta como foi que a loja fechou, sua análise sobre os últimos 20 anos no mercado brasileiro de RPG, a origem do mascote e, atenção, sobre a futura Raccoon Café!

No boom do RPG dos anos 90, a Rocky Raccoon era uma das maiores lojas de RPG de Curitiba, e porque não, do Brasil. O bom atendimento da RR era marca registrada, os bons preços, e mesmo assim ela fechou as portas. O que aconteceu?

Não existe uma resposta simples e curta para essa pergunta, mas vamos lá…

Ocorreram várias fatores que levaram ao fechamento da Raccoon, mas o principal deles foi a economia.

Para quem não lembra, do início do plano real em 1994 até a liberação cambial de 1999, um dólar valia um real e vice-versa.

Nesta época pelo menos 70% do estoque da Raccoon era composto de produtos importados e como eu sempre fiz importação direta, por conseqüência as minhas contas eram em dólar.

Com a desindexação da moeda, da noite para o dia, a cotação do dólar foi às alturas. Por conseqüência o valor das minhas contas foram multiplicadas por 3 e isso acabou com as minhas reservas. A importação também se tornou inviável, acabando com a linha de produtos mais lucrativa com que eu trabalhava.

Então, a partir de 1999 fui forçado a trabalhar quase que somente com produtos nacionais, sendo que a grande maioria pertencia a uma grande distribuidora e editora da qual não citarei o nome.

Além da redução drástica no mix de produtos que a Raccoon comercializava, a margem de lucro também foi seriamente comprometida. Não sei como estão as coisas hoje, mas naquela época a margem que a grande distribuidora concedia aos lojistas era bem baixa.

Mesmo sem capital de giro consegui segurar as pontas por mais três anos. Mas com as contas lá em cima, o lucro lá em baixo, poucos lançamentos, produtos caros e todo o mercado na mão de uma única distribuidora, o golpe de misericórdia veio no final de 2001, quando recebi uma boa proposta de trabalho e uma bolsa de estudos, que não tive como recusar.

Por maior que fosse minha paixão pelo hobby, tinha responsabilidades e contas para pagar… E assim a Rocky Raccoon fechou as suas portas, mas tecnicamente continuou existindo, pois nunca encerrei a empresa já que sempre tive a intenção de voltar de alguma forma.

Qual o objetivo do site? Quem faz parte da equipe atual do site, são os mesmos da loja física?

O site é uma forma de eu me manter atualizado sobre o que acontece no mercado e ajudar a difundir o hobby, não somente o RPG, mas literatura fantástica, card e board games, quadrinhos, etc…

E por último, mas não menos importante, reencontrar os velhos amigos que freqüentavam a Raccoon.

Por hora a equipe sou eu, o Helio, o mesmo da loja física. Minha esposa revisa meus textos e por enquanto tive colaboração externa só em dois textos, um do Heric e outro do Andre. Quem quiser colaborar é só entrar em contato 😉

Desde quando ele está no ar?

Estou trabalhando no projeto há mais de seis meses, mas ele foi ao ar há pouco tempo, em 12 de abril.

Vocês pretendem mesmo criar uma loja com couver lúdico ao estilo da luderia? Em que pé estão esses planos?

Um café seria bem bacana e na verdade esse é um projeto bem antigo.
Quando o raccoon.com.br estiver bem estabelecido, eu terminar meu curso ainda não iniciado de barista e recuperar meu acervo de jogos, o Raccoon Café pode sair do papel. Daqui uns dois anos, quem sabe?

O quanto o jeito curitibano ajuda ou atrapalha na hora de pensar em um projeto como esse?

Como curitibano que sou, filho e neto de curitibanos, acho que estou bem integrado ao meio. Rs…

Já tivemos algo bem parecido com isso no início dos anos 90, um bar/loja/clube de RPG chamado Hobbit, que só deixou de existir por questões internas. Acredito na viabilidade de um projeto assim e de um bom retorno do público.

Existe a possibilidade de uma loja virtual?

Por hora não. Meu trabalho atual é justamente gerenciar um site de e-commerce e eu sei o quanto isso demanda tempo. Invariavelmente para administrar mais um e-commerce eu teria que abrir mão de alguma coisa. E escrever é mais divertido.

Em que iniciativas o racoon está atualmente envolvido?

Por enquanto ainda estou me inteirando do cenário atual, mas tem muita coisa bacana acontecendo.

Particularmente gosto do HeroQuest 2.0 do pessoal do Rpg Brasil, acho uma boa iniciativa para conquistar novos jogadores. Gosto também do que vocês fazem com o Taulukko, possibilitando a união de jogadores independente da localização geográfica.

Mas confesso que tenho vontade de retomar projetos antigos que foram abandonados por falta de tempo na época da loja. Estou conversando com um autor sobre traduzir para o português a versão free das regras de um sistema. Assim que a coisa toda esteja acertada, talvez o Raccoon inicie a sua própria iniciativa. Se der certo vocês serão os primeiros a saber.

Por que um racoon? Qual a história desse mascote?

Sou fã incondicional dos Beatles e queria que o nome da loja saísse do lugar comum e tivesse alguma coisa a ver com os caras.
Inicialmente a loja se chamaria Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band Rpg Shop, mas achei o nome um pouco longo.
Me decidi pelo Raccoon por existir um herói da Marvel, chamado Rocket Raccon, no Brasil rebatizado nos anos 80 de Rocky Raccoon. Inclusive o primeiro logo da Raccoon era com ele.
A letra da música também é sensacional e é um dos únicos personagens masculinos na discografia dos Beatles. Além do mais o raccoon é um bichinho muito simpático.

Para vocês que estão há duas décadas olhando o mercado desse hobby, como vêem as mudanças nesses últimos 20 anos?

Caramba, essa é difícil, porque aconteceu muita coisa neste 20 anos… A compra da TSR pela Wizards of the Coast e depois a compra da Wizards pela Hasbro é digna de nota. O maior RPG e o maior Card Game na mão de uma mega-corporação é Shadowrun demais.
Outra grande mudança nesse período foi proporcionada pela Internet… Quando eu estava fechando a Raccoon, a internet estava começando a se consolidar e hoje ela é ferramenta fundamental nesse meio.

Você dispõe hoje de bons sistemas, absolutamente gratuitos para download. E não estou falando de pdf pirata. Estou falando de jogadores produzindo seu próprio material, de altíssima qualidade. Somente pelo custo da impressão, os jogadores de hoje dispõe de bons sistemas, cenários e aventuras prontas.

Os também autores não dependem mais de editoras, distribuidoras e afins para lançar seu material e os jogadores por sua vez não dependem mais de lojas físicas para comprá-los. Isso é extremamente positivo.

No mercado nacional posso assinalar a consolidação da Jambô como grande editora. Isso é muito positivo para haver um equilíbrio de forças, não deixar todo o mercado na mão de um só grupo.

Acha que houve uma queda e um ressurgimento? Qual o impacto do selo D20 nesse movimento?

No cenário nacional acho que houve uma queda sim. Nos anos 90 tivemos grandes editoras entrando nesse mercado, para logo em seguida saírem e possivelmente desconsiderarem qualquer possibilidade de retorno. Depois disso, houve um período de relativa estagnação, com somente uma única “grande” editora/distribuidora monopolizando o no mercado.

As coisas estão começando a caminhar outra vez. Acho positivo a Devir focar em somente duas linhas principais e a Jambô se consolidar cada vez mais como uma grande editora.

Com relação ao D20, a idéia em si é muito interessante, porém com segundas intenções demais. Para ser sincero eu nunca fui muito simpático ao movimento.

É adepto do movimento Old School? O que pensa sobre ele?

Essa é a parte mais engraçada. Quando fechei a loja era um absurdo alguém gostar dos sistemas que eu gostava. Tunnels and Trolls? Dungeoneer? Creeedo… Sistemas ultrapassados e obsoletos.

Agora descobri que eu não estou mais fora de moda, agora eu sou Old School e isso é cool! Rs… Ficar velho tem suas vantagens. A moda volta e você nem saiu dela ainda.

E, por fim, o D&D 4E? Acha que pode trazer gente nova para esse mercado?

Cada nova edição de D&D é a mesma polêmica. Sempre tem os que odeiam e os que adoram. Desisti disso quando o D&D perdeu o Advanced. Prefiro meu Tunnels & Trolls velho de guerra.

Sou meio cético com relação ao potencial da 4E trazer gente nova para esse meio. Acho que no mercado nacional não existe muita coisa realmente direcionada a conquistar novos jogadores, caixas que encham os olhos e despertam a curiosidade como as do Hero Quest, Dragon Quest e afins.

A meu ver, uma aventura solo de R$20,00 da Jambô acaba tendo muito mais potencial para atrair novos jogadores.

O que vocês acham que falta para movimentar ainda mais esse mercado hoje?

Consumo. Desde a época da Raccoon vejo os jogadores reclamarem da falta de lançamentos, mas a mecânica da coisa é simples: se houver demanda, haverá produção. Cada pdf pirata baixado da internet é uma chance a menos de lançamento no mercado nacional, cada compra é uma chance a mais de novos lançamentos.

Como avalia a situação atual – os eventos de hoje e atividade blogueira ajudam?

A atividade blogueira é o que há de mais produtivo atualmente. E os eventos estão passando para a mão dos jogadores, basta ver o exemplo do sucesso da World Rpg Fest aqui em Curitiba para ver que a coisa funciona bem.

Qual a mensagem que vocês dariam para os seus antigos e fiéis clientes?

Bem, não sei se é da forma esperada, mas o Raccoon está de volta, com certeza mais maduro e experiente.

P.S.: as ilustrações do raccoon foram feitas por quadrinistas e ilustradores que freqüentavam a Raccoon. E nós, por aqui, estamos no aguardo da Raccoon Café!

R$ 4,5 mil, com emissão de nota fiscal incluída
E nasce Paragons!

E nasce Paragons!

logoOntem, às 18h, nasceu o site Paragons. Não, não é um blog qualquer, com posts mensais, textos copiados, conteúdo repetido, e coisas sem graça. Não! É o blog do Mr. Pop,do Ooze, do Daniel (do Pensotopia) e do 42, e isso quer dizer muita coisa.

Os quatro blogueiros, que estão entre os melhores blogueiros de RPG do Brasil, se uniram para formar o site Paragons, que conta com um blog e artigos específicos, além de alguns projetos fantásticos, como o Old Dragon, o cenário open Aldora, além da Iniciativa 4a Edição.

“Qualquer pessoa tem total apoio para nos enviar o que desejar publicar”, diz Mr. Pop

Confira abaixo a entrevista com o Mr POP, um dos criadores do site:

Taulukko – Qual foi o principal motivador seu para montar o Paragons? Foi o mesmo dos demais integrantes?

Mr POP – Eu tive duas motivações, a primeira foi a vontade de fazer algo diferenciado, um pouco maior e com outra roupagem do que eu fazia no Pop. Eu queria deixar de escrever pra receber comentários e que outras pessoas pudessem participar. A segunda motivação, foi a relativa à quantidade de pessoas que me enviavam textos pra publicação. Pelo menos 1 por semana.

Taulukko – Fale um pouco dos participantes desse projeto. Você falou em receber textos, como funcionará? Terá textos além dos quatro participantes iniciais? Ou no futuro o Paragons poderá ter novos “sócios” ?

Mr POP – Sim, com certeza, a intenção é justamente essa. Qualquer pessoa que tenha uma idéia de post, uma idéia de pauta, uma notícia, material de campanha etc., tem não só a liberdade mas total apoio pra usar nosso formulário de contribuição e nos enviar o que desejar publicar. Inclusive esse é um dos pilares do Paragons, o que chamamos de projeto PRGautor. Você vai nos enviando matérias, vai acumulando XPs e progredindo dentro da hierarquia do site, podendo até se tornar um Paragon, ou seja um dos sócios do site.

Taulukko – E os atuais Paragons, fale um pouco a respeito do time que formou o site…

Mr POP – Somos por enquanto 4 Paragons, eu Mr.Pop, oriundo do Pop Dice, o Felipe Shingo Watanabe que veio do 42, o Rey “Ooze” que como o nome diz, veio do Ooze e o Daniel Ramos, o cabeça do Pensotopia.
Nós a princípio não teremos funções destacadas dentro do site. Todo mundo está fazendo um pouco de tudo, muito embora, ainda estamos num processo de organização interna e divisão de tarefas, mas que fica impraticável de ser concluída até o retorno por completo do Daniel, que no momento está impossibilitado de nos acompanhar.

Taulukko – Todos os projetos pelo visto se mantém, certo? Percebi a continuidade do Pop Rank, do Old Dragon, a coluna Magias & Barbaridades foram mantidas. Existe algo de novo pintando agora que vocês estão em quatro para dividirem tarefas? Tem alguma coisa que você pode adiantar?

Mr POP – Tem mais coisa pra sair sim. Eu poderia até adiantar algumas conversas e projetos que estamos arquitetando, mas ainda seria prematuro dizer. Não só prematuro mas leviano por que envolvem o nome de outras pessoas. Uma coisa que eu posso adiantar é que existem mais coisas programadas para o POPRANK. O que está ali é apenas a ponta do iceberg!

Taulukko – Obrigado, Mr POP, pela entrevista.

MR POP – De nada! Aproveito pra convidar todos os Taulukkianos para nos visitarem!

Magias & Barbaridades

Magias & Barbaridades

Muitas são as histórias em quadrinhos sobre guerreiros, magos e dragões, mas em poucas você tem a oportunidade de poder ler todas as tiras no site do autor. Magias & Barbaridades (M&B) é uma destas surpresas agradáveis que raramente ocorrem na internet. Criação do brasileiro Fabio Ciccone que o Taulukko teve a oportunidade de entrevistar. Convido-os para passar alguns minutos ao lado do “Criador” do M&B.

 

A maioria dos desenhistas sempre foram fãs de quadrinhos. Você foge dessa regra? Qual foi sua inspiração para se envolver com quadrinhos?

Não, não fujo à regra, sou leitor ávido de quadrinhos desde que aprendi a ler. Até antes, talvez. Desde sempre, desenhar é um dos meus passatempos favoritos, e nem me lembro desde quando eu quero ser desenhista quando crescer. Tenho só a agradecer aos meus pais, que sempre me incentivaram e nunca me obrigaram a “parar de desenhar para aprender a escrever”. Assim, desde muito criança eu fazia meus rabiscos e inventava minhas histórias, às vezes sozinho, às vezes na companhia de amigos. “Fazer gibi” era uma das minhas brincadeiras favoritas!

E o M&B de onde saiu a idéia?

Essa pergunta é meio difícil, já que eu sinceramente não tenho a menor idéia da resposta! Sei que estava com uns amigos na faculdade, jogando conversa fora, quando surgiu o papo de criarmos um portal de quadrinhos, inspirado pelo site Cronistas Reunidos, do qual o irmão de um destes amigos era membro fundador. Naquela época eu já tinha feito “O Incrível Woobler”, com o David Donato e o Roberto Wolvie, apenas para o pessoal da faculdade mesmo, e, enquanto estávamos ali, conversando sobre este portal, me veio uma luz: vou fazer uma HQ de fantasia medieval, e na mesma hora as idéias para Remmil, Oc e Idana apareceram. Foi bem do nada mesmo. Até agora estou esperando outra inspiração dessas aparecer!

Você aparentemente se identifica mais com Remmil do que com Oc, você concorda? Seria Remmil seu alter-ego?

Acho que não dá pra dizer que sou mais parecido com um ou com o outro. Ambos possuem traços da minha personalidade, ao mesmo tempo que traços muito distintos. No fim das contas, porém, as atitudes que o Oc toma acabam sendo mais próximas das quais eu tomaria, claro, se eu fosse um guerreiro parrudo que nem ele!

Quando você começou M&B você já sabia que seria uma grande saga e cheia de personagens ou foi algo que foi tomando forma aos poucos?

Não, foi algo totalmente sem querer. Minha idéia inicial era escrever tiras one shot, no máximo historinhas de 5 ou 6 tiras, nos moldes de Calvin & Haroldo. O que aconteceu foi que, quando vi que o Capítulo II já estava com mais de 10 tiras, percebi que não conseguiria fazer aquilo, que não era capaz de contar historinhas curtas demais porque tinha muito para contar. Aí comecei a pensar no Magias mais como as antigas tiras do Tarzan e do Flash Gordon, que continuavam por semanas, contando sagas mais longas. Fui inspirado também por algumas webcomics gringas, especialmente It’s Walky!, que seguem bastante este formato.

Obviamente não poderíamos deixar de perguntar, você joga ou jogou RPG?

Sim, segunda sim, segunda não!

Qual sistema?

Atualmente jogo uma campanha de D&D como player e uma de Mago: a Ascenção como mestre.

Fale um momento engraçado de uma sessão que você tenha participado?

Certo, você que pediu. Mas a história pode não ser recomendada para menores de, sei lá, 13 anos. Vou contar o caso do Ulf, o anão bárbaro. Meu amigo criou o personagem com o conceito de bárbaro tão selvagem, mas tão selvagem, que ele mal sabia o que eram roupas. Era praticamente um anão das cavernas. Em dado momento, este amigo estava revoltadíssimo pelo fato de não conseguir tirar nenhum número maior do que 10 em um d20. Pegou o dado e falou, “Assim não dá, eu só tiro número baixo nessa droga! Aposto que se eu for fazer uma rolagem inútil vou tirar um 20! Quer ver, vou jogar o dado agora para saber o tamanho do pênis do Ulf!”
Adivinha quanto ele tirou? Virou lenda até hoje, o anão cujas pegadas eram sempre dois pés e um rastro estranho no meio.

Se Oc fosse aprender outra profissão (classe) qual seria fora bárbaro? E Remmil?

O Oc seria obviamente um bardo. O Remmil não se dignaria a aprender nenhuma destas profissões inferiores.

Alguns gostavam das trapalhadas de quando era apenas o Oc e Remmil. Por outro lado alguns fãs gostam dos personagens novos e até pedem para que mais personagens sejam criados. Você pretende fazer mais história apenas com Oc e Remmil? Tem intenção de trazer novos personagens principais a trama para acompanhar o trio nesta saga?

Bom, não sei se devo ou não devo contar algo que pode ser spoiler, então vou dizer duas coisas sobre isso, e fica a cargo do leitor achar o que quiser: primeiro, eu adoro criar personagens. Gosto mais de criar personagens do que de contar as histórias ou de desenhá-las; segundo, o formato de tiras é meio complicado para colocar muitos protagonistas, porque o espaço físico pequeno dificulta colocar muita gente interagindo. Bem, é isso, um ponto positivo e um negativo… mas para saber o que acontece, só acompanhando o Magias mesmo 🙂

O Interludio me deu sensação de meio, e o que tem meio tem fim. Você pretende mesmo um dia parar de escrever M&B? Ou seria apenas o fim de um odisséia, para começar outra ainda maior?

O interlúdio no caso seria o Capítulo VI: A Ordem da Lua, não?

Exato.

Bem, na verdade ele não é bem uma marca de meio, apenas um capítulo que não pertence a nenhuma saga, fica entre a procura de Remmil e Oc pelo Tomo de Edmund e a busca por Saru Pnit na qual os personagens estão agora. Portanto, sua existência não é indício de que haverá um fim. Enquanto eu tiver histórias para contar e for capaz de tal, pretendo fazê-lo!

O M&B foi um trabalho que deu muito certo, que dica você daria para quem está tentando entrar nessa área? HQ dá dinheiro no Brasil?

Certo, vamos começar do começo. Dar certo ou não é um termo muito relativo. O Magias tem seus leitores fiéis e é até meio conhecido entre os autores de webcomic no Brasil, além de, se não for a webcomic mais antiga ainda em atividade do país, certamente está entre elas. Ainda assim, tenho muito, mas muito mesmo, ainda por conquistar, para tornar o Magias conhecido de verdade. Levando isso em conta, é ainda difícil concluir se dá ou não para ganhar dinheiro com quadrinhos no Brasil, tendo em vista que o meio no qual atuo, a internet, é, por princípio, um meio gratuito. Enfrento as mesmas dificuldades que qualquer site enfrenta para conseguir alguma rentabilidade, que meio que se resume a cobrar pelo conteúdo (coisa que não quero de jeito nenhum), usar propaganda (coisa que tem dado certo, agradeço novamente meus leitores, amigos e parentes!) ou vender material dos personagens (que eu pretendo fazer em breve, mas que dá muito, muito trabalho!). É possível que HQ dê dinheiro, já que existem quadrinistas profissionais por aí, mas não basta simplesmente o trabalho de produzir a HQ, que já é extenuante, mas também precisa-se de um trabalho de vendas, relações públicas, contatos e etc para o qual nem todo mundo, eu incluso, tem talento. Tá aí o Maurício de Sousa que não me deixa mentir.

Você tem planos de lançar uma coletânea? Se sim, tem idéia pra quando?

Planos eu tenho, mas não depende só de mim. Tenho trabalhado conforme tenho oportunidade nas tiras remasterizadas, especificamente com esta intenção. Quando comecei o Magias, não levava a HQ a sério, portanto não caprichava muito, o que torna as primeiras tiras muito pouco “vendáveis”. Quando concluir a restauração, vou atrás de vendê-la novamente. Mas se alguma editora se interessar antes, estou à disposição!

Se alguém quer ajudar o M&B qual a melhor forma?

Apresentando o Magias para os amigos, parentes, colegas de trabalho, animais de estimação, et cetera. Quanto mais leitores, mais vontade eu tenho de trabalhar.

E por último, a Idana vai posar nua para a Playmago ou é só boato?

Ela vai tirar a toalha, porque promessa é dívida. Agora, posar pra Playmago, só vai depender do cachê. 🙂

Magias & Barbaridades
There are many comics about warriors, wizards and dragons. But only on few of them you have the chance to read all the strips on the author’s website.
Magias & Barbaridades (M&B) is one of those good surprises that rarely happens on internet. It was created by the brazilian designer Fabio Ciccone, which Taulukko had the chance to interview. We invite you to spend some precious minutes with the M&B creator.

 


Most of designers have always been Comic fans. Are you out of this rule? What was your inspiration to get involved with Comics?

No, I´m not out of this rule. I´m an avid reader of comics since I learned how to read. Maybe even bofore. Since always, drawing is one of my favorites ways of killing time. I don’t even remember since when I want to be a drawer. I only have to thank my parents, who always have encouraged me and never made me to “stop drawing to learn how to write”. So, since a little child I used to do my dribbles and create my stories, some times alone, some times with friends. Make Comics was one of my favorites playing options.

And where this idea came from?

This is a difficult question, as I sincerely don’t know the answer! I know I was with some friends from university, talking about nothing, when an talking came up, about creating a comic portal, inspired by the United Cronists. The brother of one of these friends was the founder. At that time, I had already done “O Incrível Woobler”, with David Donato and Roberto Wolvie, only for my university friends. While we were there talking, I had an insight: I´ll create a medieval fantasy comics. At the same time, the idea for Remmil, Oc and Idana came up. It was all of a sudden. I´m still waiting for another insight like that!

Aparently, you are more like Remmil than Oc. Do you agree? Would Remmil be your alter-ego?

I don´t think it´s possible to say that I´m more like one then other. Both have some traces from my personality, and at the same time very distinct. At the end, the actions that Oc take ends to me closer to the ones I would take. Of course, if I was a tuff fighter like him!

When you started M&B, did you know that it would be a big saga and full of characters? Or it was something that was growing little by little?

No, I didn´t mean it. My initial idea was to write one shot strips. At most, 5 or 6 strips stories, as the Calvin & Hobbes ones. But when I saw that the Second Chapter was with more than 10 strips, I realized that I could not do that. I was not able to tell too short stories, as I had a lot to tell. So I started to think about M&B more like the old Tarzan or Flash Gordon strips. They used to last for weeks, telling longer sagas. I was also inspired by foreign webcomics, specially It’s Walky!, that have the same format.

We could not avoid to ask: do you play RPG?

Yes! One monday we play, one monday we don´t!

Which rule system?

Nowadays, I play a D&D campaign as a player and a Mage The Ascention as a game master.

Tell us a funny moment that you were involved while playing RPG?

Right, you asked. But the story may be not recommended to, like, 13 years old or bellow. I´ll tell the Ulf, the barbarian dwarf, story. A friend of mine created the character as a wild barbarian, so wild that he could not know what clothes were. It was like a cave dwarf. Then, at some moment during the game play, this friend was very angry about his dice rolling: he couldn’t get even one number above 10 in a D20. Then he got a dice and told: “That can not be that way. I only get low values in this shit! I bet that if I roll for no use I´ll get a 20! Wanna see? I´ll roll the dice now to know the size of Ulf’s penis”” Guess the number he got? It was a legend untill now, the dwarf whose footprints was always made of two feet and a strange trail between.

If Oc would learn another profession (class), what would be? And Remmil?

Oc would obviously be a bard. Remmil would not learn any of those inferior classes.

Some liked M&B when we had only Oc and Remmil. On the other hand, some fans like the new characteres, and even ask for more. Do you intend to do more Oc and Remmil only stories? Intend to bring new main characters to be with the three in this saga?

Well, I don´t know if I should tell something that can be a spoiler. So I will tell two things about it, and the reader can conclude what he/she wants: first of all, I love to create characters. I like it more than tell their stories or draw it; second, the strip format is complicated to put too much main characters, as the little space avoids too many chars inteacting. Well, that´s it. A positive and a negative point… to know what happens, only reading M&B 🙂

The Interlud brought to me an idea of middle, and what has a middle, has a beginning and an end. Do you intend to stop writting M&B? Or it would be only an odissey end, to start an even bigger one?

By Interlude you mean the VI Chapter?

Exactly.

Actually it is not a middle mark, but only a chapther that do not belong to any saga. It´s between the Remmil and Oc seek for the Edmund Tome and the Saru Pnit search that the chars are involved now. So, it´s not a track that will be an end. As long as I have stories to tell and strenght to do so, I intend to do it!

M&B is a work that is going very well. What tip would you give for those who wants to work on that area? Can HQ be profitable in Brazil?

Let´s go from the start. Going very well is a relative term. Magias has its loyal readers and it´s well known among webcomic authors in Brazil. Besides, if it is not the oldest active webcomic in this country, certanly is among them. Still, I have a lot, really a lot, to conquer, to make Magias really known. Thinking on that, it´s even harder to conclude if we can earn money with comics in Brazil, if you say that the environment I work, internet, is, by principle, a free environment. I face the same obstacles that every site do to get some rentability, that are to charge for the content (which I don´t want in any way), use ads (which has been working, thanks to my readers, friends and relatives!) or to sell characters material (which I intend to do soon, but asks a lot of work!). It is possible to earn money with HQ, as there are professional comic authors. But it takes not only the work on producing the HQ, which is itself extenuating, but also a selling work, public relation, contacts etc, which is not everybody talented for (me included). Mauricio de Sousa is there to prove it.

Do you have plans to release a “best of”? If yes, know when?

Plans I have. But it does not depend only on me. I´ve been working as I can on remasterized strips, specially with that intention. When I started Magias, I didn´t take HQ serious, so I didn´t make my best, which made the first strips not so “sellable”. When I conclude the restoration, I´ll try to sell it again. But if some publisher has interest before, I´m in!

If someone wants to help M&B, what´s the best way?

Showing Magias to friends, relatives, coworkers, pets et cetera. The more readers I have, the more I want to work.

The last one, will Idana pose naked to Playmage or this is a hoax?

Whe will take the towel off, as promise is a debt. Pose to Playmage will depend on the fee. 🙂

(Quer corrigir a tradução? Escreva p/ nós!)

meme – entrevista com o Dados Limpos no Casal 10

meme – entrevista com o Dados Limpos no Casal 10

Como anunciamos no Casal10, repassamos o meme do PopDice para o Phil, autor do blog Dados Limpos. Confira abaixo a entrevista e aguarde a continuação do meme, com as perguntas do Phil para o Edy Abreu, dono do Urina de Dragão e do Urina Negra. (A entrevista abaixo foi originalmente publicada no Casal 10.)

1- Quem é você? Em que ano estamos? Onde estou?… Brincadeiras à parte, fale um pouco mais de você, idade, o que faz da vida, onde mora, blah …

Meu nome é Felipe de Souza Melo, tenho 23 anos e sou estudante de sistemas de informação. Nem muito alto, nem muito baixo, meio feio, meio calvo, meio desengonçado…

Em meu emprego atual sou um Encarregado de Laboratórios de Informática. Um nome grande que me serve para garantir a tão sonhada independência e ter a dificuldade de escrevê-lo em formulários que sempre não suportam tantas letras…

É um trabalho bem tranqüilo que me dá tempo de tarde pra me atualizar, escrever nos meus blogs e por aí vai…

2- Como começou a jogar RPG? E por que continuou?

Um dia eu conheci o RPG e sinceramente não sei como foi. Vi na TV ou em algum local e pensei: “Caramba quero jogar isso!”. Mas sinceramente não sei de onde…

Tempos depois conheci um amigo que jogou por anos AD&D e resolveu improvisar usando o que ele lembrava das regras para criar uma adaptação do anime Pokemon. (Isso mesmo, pode rir). Jogamos um bom tempo e após nos viciarmos em revistas de super heróis americanos passamos a adaptar essas mesmas regras de um pseudoAD&D para se jogar com super herois.Dai começou a brincadeira…

3- Qual o(s) sistema(s)/cenários que você joga atualmente? E quais são os preferidos? E por quê?

Jogo atualmente D&D 3.5 utilizando o cenário de Warcraft traduzido pela Devir. Recentemente atualizei os personagens (grande maioria sem muitas alterações brutais) para a nova versão do cenário que tem independência dos livros básicos da wizard.

Mas é complicado jogar em cenários prontos, pelo menos para mim. Sou do tipo que gosta de criar cidades e locais exóticos. Existe um prazer todo especial nisso. Cenários prontos, mesmo que por birra, me dão a sensação de limitação. Fora a chance de achar algum xiita babaca que reclama por que npc importante tal morreu ou não deveria ser interpretado de tal forma…

Quanto sistemas preferidos atualmente são 3D&T e FUDGE. 3D&T por que joguei-o por anos, no começo por falta de grana, depois por já ter me habituado com o sistema e ter criado minhas proprias regras para complementa-lo. E FUDGE  bem, FUDGE é um meta-sistema, com ele se cria o que quiser e isso é definitivamente muito divertido…

4- Você acha que o mercado nacional e internacional de RPG está melhor ou pior que os anos 90? Por quê?

Eu nunca mergulhei fundo nessa coisa de RPG nacional, internacional, mercado, crise, mimimi, mimimi, até criar meu blog. Para mim pouco importava, eu só queria jogar as histórias que eu criava com o sistema que estivesse em minhas mãos. No começo por exemplo nem sistema eu tinha.

Dentro da minha visão – que é mínima – as coisas continuam no mesmo barco. Um mercado grande internacional, um mercado pequeno por aqui. A diferença fica por conta da internet que hoje abre espaço pra novas formas de se divulgar e vender. Mas no final deu no mesmo, ainda somos pequenos, mais dificil lançar algo aqui e eles tem bem mais facilidade por que são “maiories”.

O que mudou é como se vende, o publico alvo muda e temos que acompanhar. Crise do mercado de RPG de cu é rola… (ops)

5- Para você o que significa ser um bom mestre de RPG?

O mestre tem que saber improvisar. Não precisa ser fabuloso, hiper descritivo, nada disso. O RPG se faz em grupo, mestre e jogadores, dependendo do grupo essas funções de certa forma se misturam. O que o mestre não pode fazer é deixar a peteca cair se perdendo quando o jogador pegar um caminho diferente do convencional.

Omais divertido de ser mestre é que cada jogador tem sua forma de pensar e jogar. Muito bom, mas sem improviso ele pode ficar desarmado…

6- E o que significa ser um bom jogador de RPG?

Eu tenho um jogador adepto ao Hack and slash e um outro que é Interpretativo. Qual dos dois é o correto? Nenhum obviamente. Meu problema é com jogador que bagunça jogo levando as coisas de forma pessoal, arranjando briga por coisas desnecessários em momentos off.

7- Vimos recentemente que você passou por uma fase difícil, e fez uma linda homenagem em seu blog. Você considera o blog também uma ferramenta para extravasar?

Sempre. Blog de trabalho é o Mundo VOIP. O Dados Limpos eu falo de meu jogo predileto e tudo que possa me divertir. Até por isso fiquei muito mais a vontade de homenagear meu pai por lá que no Mundo VOIP. Dados Limpos é minha casa, minha fuga.

8- No seu post Falhas críticas (do mestre) em Campanha você conta uma história muito engraçada que ocorreu enquanto você mestrava. Existe uma boa história que você viveu como jogador? Conte pra gente.

Um amigo meu tinha um primo que jogava RPG há anos, um verdadeiro veterano no RPG. Ele buscava jogadores para participarem de uma aventura épica de AD&D que ele planejava a anos. Mapas e mapas, desenhos, textos o cara realmente se dedicou a história…

Começamos a jogar com ele e resumindo a trama, faziamos a proteção de um carroça cheia de itens mágicos e estavamos sendo atacados constantemente por inimigos de quem nos contratou. A questão é que a trama era bem maior, nosso contratante planejava criar um poderoso golem feito daqueles itens mágicos da carroça e os inimigos eram mandados pelo próprio para nos forçar a usar os itens que protegíamos.

Um dos itens, um livro que aumentava a inteligência do usuário era a chave. Depois de um tempo de uso o dono do livro se tornaria o “corpo” por tras desse poderoso golem.

A X da questão foi quando o plano de nosso contratante nos foi revelado por um arquidruida. Sabendo do livro como chave da coisa fiz o que o mestre menos esperava. Mandei que o guerreiro do grupo cortasse o livro em dois destruindo o artefato e acabando com os planos do contratante. Me pareceu óbvio e condizente com a índole do meu personagem, mas meu mestre quase chorou…

Ele era acostumado a jogar com jogadores bem bitolados, só pode, ele acreditava que eu jamais abdicaria de um item que me desse tantas vantagens e eu não fiz isso. Praticamente (segundo o mestre) fiz ele rasgar metade das folhas com anotações do que aconteceria em seguida…

9- O que você acha dos jogos online de RPG, tanto os MMORPG como as ferramentas para se jogar RPG pela internet Taulukko (olha o jabá!), IRPG ou o FG (Fantasy Grounds)? E como você vê o futuro dos jogos com o avanço da tecnologia?

MMORPG é um verdadeiro saco. Passar séculos matando monstrinhos para subir de nível e conseguir roupinha nova ou aquela habilidade style que fica chata depois de usar umas 999 vezes contra os inimigos… É divertido jogar com amigos, mas às vezes cansa muito.

Já ferramentas para se jogar RPG de mesa na internet eu adoro. Taulukko (olha o jabá!), IRPG… Todas são validas e super apoiadas. Pode ser tão emocionante quanto “ao vivo” e ainda possibilita reunir uma galera que teria pouca chance de jogar junta.

10- E seguindo a tradição do MEME, a última: O que você acha do blog do Casal 10?

Conheci vocês pelas lista Área RPG e acho que tenho pelo menos a Maíra no meu Twitter antes mesmo de conhecer o blog. Sou tão maluco que só depois que a Maíra comentou que participou do LuluzinhaCamp que cheguei à óbvia conclusão que ela teria um blog também.

O Casal 10 tem uma boa sacada por ser um blog de um casal mostrando suas preferências e opiniões para os leitores. Há duas cabeças ali apresentando conteúdo e isso torna os textos do blog menos cansativos. Aliás, eu também sou fã de Monster!!!

Meme – interview with Phil, from Dados Limpos

As we announced at Casal10, we fowarded the PopDice’s meme to Phil, from Dados Limpos. Below, you see the interview.

1 – Who are you? What day is today? Where are we?… Besides the joke, tell us about you, age, what do you do, where do you live, blah…

My name is Felipe de Souza Melo, I´m 23 and I´m student of IT. Not so tall, not so shot, ugly a lot, sort of bald-headed, kind of disjoint.

At my present job, I´m Encharged of Info Labs. A big name which garatees my dreamed independence and the difficulty of writting it in small forms.

It’s a easy going job, so I have time to keep up-to-date, write on my blogs and so on.

2 – How did you start do play RPG? And why do you keep playing?

Once I met RPG and, to be sincere, I don’t know how. I saw at TV ou another place and thought: “damm’it. I want to play it!”.

Then I met a friend who’s played AD&D for years and improvised using what he remembered from the rules to adapt Pokemon anime. (Yes, you can laugh.). We played for a long time and got addicted in american super-hero magazines. So we adapted those same rules of a pseudoAD&D to play as super-heroes. That’s how everything started.

3 – Which systems and settings do you play today? Which are the favorites? Why?

I play D&D 3.5 using the Warcraft setting translated by Devir. Recently I updated the characters (mostly without ruge changes) to the new setting’s version, which is independent from the basic books from Wizard.

But it’s not easy to play finished settings, at least to me. I´m the kind of guy who likes to create cities and exotic places. There’s a whole special pleasure about that. Finished settings, even if it’s stubbornness, give me the sense of limitation. And there’s the chance of finding some stupid “xiita” who complains because some important NPC died or should be interpretaded some other way…

My favorite systems today are 3D&T and FUDGE. 3D&T because I’ve played it for years. First because of lack of money, then because I was used to it and had created my own rules to complement it. And Fudge.. it´s a meta-system, whitch with you can create anything. And that’s definetly brings fun.

4 – Do you think the national and international RPG market is better or worse than 1990’s? Why?

I’d never gone deep in this stuff of national, international RPG, market, crisis, mimimi, until I created my blog. I did not care. I just wanted to play the stories I’d created whith the system I had at hands. At the begining, I had no system.

In my – small – view, thing go on in the same boat. A big international market, a small market around here. The difference is internet, which leaves space to new ways of selling and sharing. But, at the end, we are still small. It´s hard to release something here.

How to sell has changed, the target changed, and we have to follow it.

5 – What’s to be a good RPG master?

Master have to know improvising. He doesn’t need to be fabulous, hiper-describing, anything like that. RPG is made by a group, master and players, and in some groups those roles mix. What a master can’t do is let the fun vanish, getting lose when a player take a non-conventional path.

The  fun about being a master is that each player has it’s own way to think and play. Very good, but without improvising, he can get unnarmed.

6 – And what’s to be a good RPG player?

I have a hack’n’slash and a role-playing player. Which one is the right one? None, obviously. I care about player who mess the game in a personal way, fighting unnecessarily during off moments.

7- We saw, recently, that you’ve been throught a difficult time, and payied a beautiful homage at your blog. Do you consider the blog also a tool to express your feelings?

Always. My work blof is the  Mundo VOIP. At Dados Limpos I speak about my favorite game and everything which brings me fun. So I felt good to pay this homage to my dad there. Dados Limpos is my home, my refuge.

8- At you post Critical Fails (from the master) in Campaigns, you tell a funny story that happend while you were the master. Is there some good story that you lived as a player? Tell us.

A friend had a cousin who have played RPG for years, a real RPG veteran. He was always looking for players to be on a epic AD&D adventure which he was planning for years. Maps, drawings, texts, the guy was really devoted to the story.

We started and, to make the story short, we were protecting a wagon full of magic itens and we were being atacked from enemies of the guy who hired us. The plot was much bigger – the guy who hired us planned to create a powerful golem made by those magic itens and enemies were sent by himself to force us to use the itens we were protecting.

One of the itens, a book which raised the user’s intelligence was the key. After some time of usage, the book’s owner would become the “body” behing that powerful golem.

At some point, the plan was revealed to us by an arquidruid. Knowing about the book as a key, I did what the master expected less. I told the fighter of our group to cut the book in two parts, destroying the artefact and putting an end to the guy’s plan. It looked obvious and consistent to my character’s nature. But the master almost cried.

He was used to play with hidebound players, it’s as I believe. He thought I would never abdicate of an iten which would give me so many advantages, and I did it. As the master said, I made him destroy half of the note’s pages about what would happen then…

9- What do you think about RPG online games, MMORPG and the tools made to play RPG by web, as Taulukko (oops), IRPG or FG (Fantasy Grounds)? How do you see the game’s future with the advance of technology?

MMORPG sucks. You kill little monsters for centuries to get a level and get new clothes, or that stylish hability which get boring after using 999 times against enemies… It’s fun to play among friends, but sometimes I get tired.

The tools to play tabletop RPG I love it. Taulukko (oops!), iRPG.. they are all valids and supported. It can be as exciting as “alive” and allows to gather a group that would have few chances to play together.

10- Keeping the meme’s tradition, the last one: what do you think about Casal 10′ blog?

I met you at Área RPG list and I think I have, at least, Maíra on my Twitter even bofore knowing your blog.I´m so crazy that only after Maíra told she was at LuluzinhaCamp, I got to the obvious conclusion that she could also have a blog.

Casal 10 has a goodinsight about being a blog of a couple show its preferences and opinions to the readers. There are two heads there showing content and that’s what makes the blog’s posts less tiring. By the way, I´m also a Monster’s fan!!!

Entrevista – Saymon Cesar, d’A Lenda de Materyalis

Entrevista – Saymon Cesar, d’A Lenda de Materyalis

Com a criação do Taulukko, acabamos por descobrir uma iniciativa muito interessante no RPG nacional, A Lenda de Materyalis. E-mail vai, e-mail vem, fechamos uma parceria para o desenvolvimento do futuro sistema de fichas de personagens. De quebraganhamos contato com um projeto que merece ser divulgado. Para explicar do que se trata, conversamos com Saymon César, presidente do Projeto. Ao papo:

O que é A Lenda de Materyalis? É um cenário? É um sistema de regras?
O tema é um cenário de jogo, mas também podemos dizer que é um sistema. Isso porque, baseado em todo o cenário proposto, estamos desenvolvendo nosso sistema para o livro usando o D20, mas adaptando a conceitos que são essenciais ao Materyalis. Por exemplo, as dez Dens (doutrinas) que dividem o que seriam considerados como classes no D&D e em outros sistemas.

Qual é a sua função dentro do projeto? Há quanto tempo você está nele?
Sou o presidente do projeto. Meu dever é manter as diretorias (hoje são seis cargos de diretores diferentes na campanha) organizadas, com o trabalho funcionando. Além disso, tento sempre pensar em inovações e formas para que o máximo de jogadores sejam atingidos, dando ao Materyalis um tema agradável. O projeto ao todo tem quatro anos e iniciou-se apenas com a campanha de RPG, apesar de desde o princípio nos focarmos na obra literária.

Você disse que o Materyalis  é um cenário de campanha. Como funciona? Ele pode ser jogado sem a supervisão dos lideres do projeto? É preciso baixar ou comprar algo para jogar Materyalis? Por onde um jogador pode começar?
O tema de A Lenda de materyalis retrata um cenário de guerra ideológica, onde seres tão fanáticos por seus ideais que não hesitam em lutar com tudo por aquilo que acreditam, até impor o que pensam. Existem atualmente sete ideologias oficiais, entre as quais o jogador escolhe uma e monta  background de seu personagem, colocando também a doutrina (são dez ao todo), raça e, enfim, monta a ficha.

Normalmente, os jogos na campanha supervisionados. Mas, claro, nada impede que os personagens interajam sem um mediador. Na verdade, os próprios membros acabaram acostumando-se em interagir de forma supervisionada, o que acabou criando um hábito de interagirem pouco por conta própria. Nós, da diretoria, estamos tentando fazer com que cada vez mais estas interações sejam incentivadas, pois o personagem é livre :para o jogo em si.

Os jogos supervisionados, por exemplo, são denominados “Jogos oficiais”, onde narradores diversos conduzem as aventuras, por trás de uma grande estrutura e regras para que o jogo seja, além de organizado, algo interessante em todos os sentidos para os membros. Além disso, há a facilidade de não ter de fazer qualquer tipo de download para jogar, uma vez que sendo um jogo interpretativo, por chat e fórum, um software é perfeitamente dispensável. Para quem joga em mesa, ou já jogou, trata-se do mesmo esquema, mas utilizando fórum e chat para tal.

Ao todo, quantas campanhas oficiais existem?
A campanha conta atualmente com oito jogos oficiais. Nós costumamos dividi-las por término em semestres e, após isto, são distribuídas as XPs dos personagens, pois também damos intervalos para que os membros atualizem suas fichas. No próximo semestre, estimam-se pelo menos 11 campanhas.

Existe cruzamento de informações entre os mestres? O que um jogador faz em uma campanha oficial afeta o jogador de outra campanha?
Sim. Disponibilizamos no fórum um tópico restrito onde apenas os narradores acessam. Ao término de cada semestre de jogo oficial, os dados acontecidos nas aventuras são repassados a um encarregado chamado Diretor de Organização Narrativa e Mestria, e também a outro encarregado, que é o Diretor de Ambientação e Cenário. Ambos colhem as informações, que são repassadas aos narradores e, no semestre seguinte, todos já sabem que tipo de influências ocorreram pelas atitudes dos personagens, e o que pode vir a calhar nas próximas aventuras.

Existe algo semelhante fora do Brasil? Vocês se espelharam em algo parecido?
Nunca encontramos nada parecido, tanto nacionalmente como internacionalmente, com o Materyalis. Existem fóruns menores que utilizam-se de regulamentos parecidos, mas geralmente duram pouco tempo. Alguns jogadores dão tanto crédito ao Materyalis devido ao enorme tempo em que estamos sem sequer parar. Nestes quatro anos, o grupo foi firme. Nenhum de nós chegou a se referenciar em algo para desenvolver no que diz respeito à metodologia dos jogos e às interações.

Você disse que o sistema é baseado no d20, 3a ou 4a edição? Ou existe para ambas?
Atualmente, nós usamos o sistema 3D&T. A Editora Conclave, porém, colocou que o lançamento do livro só seria possível com o sistema D20. No fim do ano, conseguiremos converter todo o sistema para o D&D terceira edição (no caso o 3.5, OGL). A quarta edição não pôde ser feita devido a esta não permitir o lançamento da obra em OGL, o que não atenderia corretamente ao cenário do Materyalis.

Você havia falado anteriormente sobre ideologias e doutrinas, poderia falar um pouco mais sobre elas?
Estes são dois pontos que dão ao Materyalis características e identidade próprias. As ideologias caracterizam a visão de mundo de cada personagem e como ele vê a lenda de Materyalis. Todas foram criadas após a cisão de Materyalis em Materyon e Marilis, entidades benigna e maligna, respectivamente. Deste fato, originaram-se as ideologias referenciadas aos dois seres, os teryonistas, e os marílicos. Enquanto os teryonistas vêem o bem como a verdade universal, e como um exemplo da perfeição de Materyalis, por colocar em um único ser tudo que havia de benéfico, os marílicos enxergam a maldade como algo natural e inerente do ser.

Outras ideologias formaram-se após a divisão de Materyalis, como os clifistas, que pregam a destruição de Materyon e Marilis e o domínio dos seres adquirindo poder, por serem independentes. Há também os emílicos, que julgam que o equilíbrio entre as duas existências é essencial para a existência dos seres. Há também outras ideologias, cada uma vendo a lenda como uma forma diferente de ser ter a verdade. Porém, não há um respeito mútuo quanto a isto e, a fim de buscarem sobre um artefato chamado sinkra, revelador dos segredos de Materyalis, tentam encontrar e possuí-lo, como uma forma de impor sua ideologia.

Já as doutrinas refletem dez caminhos de habilidades no qual um personagem deve seguir. Elas não foram exatamente baseadas em outros sitemas, e sim seguindo uma lógica do próprio cenário. São elas as doutrinas guerreira, marcial, alquímica, elemental, natural, feiticeira, planar, psíquica, espiritual e devota. Todas elas possuem 100 técnicas diferentes de combate.

O cenário é fantasia medieval, futurista? Em que estilo se encaixaria mais o cenário de  ALM ?
A melhor forma de descrever o cenário de A lenda de Materyalis é classificando-o como “Fantasia Medieval”, especialmente pela presença de personagens da doutrina alukan (alquímica). Mesmo sendo um cenário predominantemente medieval, alguns elementos podem vir a torná-lo como algo mais avançado a este tempo, e por isso, esta é a melhor forma de caracterizá-lo.

Existe algum requisito para alguém participar? É necessário conhecer o sistema?
Não há requisitos. Isto vai do próprio jogador. Minha equipe está voltada a ajudar mesmo jogadores iniciantes a entender o cenário e participar, orientando também na construção da ficha. Fazemos um passo a passo com cada jogadores, seja pelo fórum e, ultimamente, até pelo MSN, o que tem facilitado muito os jogadores que não entendem bem como jogar. Além disso, o que pedimos é o básico para todo jogador: bom senso, saber diferenciar jogo da realidade, saber aceitar uma derrota, não levar o jogo para um problema ou briga pessoal com quem quer que seja, e não criar confusão por uma campanha de RPG, afinal, temos uma comunidade para diversão, e a guerra é em ON, não em OFF.

Creating Taulukko, we got in touch with a very interesting brazilian RPG project, called A Lenda de Materyalis. E-mails after, we made a deal to develop our future character sheet. Besides, we won a contact with a project which deserves to be announced. To explain what it’s all about, we talked to Saymon César, Materyalis’ president. To the chat:

What’s A Lenda de Materyalis? Is it a setting? A rule system?

It´s a game setting, but it also can be called a system. We are developing our system to D20, but the concepts that are essencial to Materyalis are being adapted. For exemple, we have the ten Dens that divide what would be considered as classes to D&D.

What’s your position on project?

I´m president. My duty is to keep all the board of directors (we have six posts today) organized and working. Besides, I always try to think about inovations and formats to reach all players I can, giving to Materyalis a pleasant theme. The project has 4 years old and started as a RPG campaign. But since the begining we focused on literary work.

You said Materyalis is a campaign setting. How does it word? Can it be played without the lider control? Do a player need to download anything? How someone start?

Materyalis show a setting of ideological war where creatures fanatics about their ideals do not hesitate to fight for them. There are seven oficial ideologies. Player chose among them and creat it’s character background. Then he chose one of the ten doctrines, race and so on.

In an ordinary way, games are controlled. But, of course, nothing restrain characters to interact without mediation. In fact, players get used to act under control, which created a customary behavior. We are trying to motivate interactions among characters, as they are free.

The controlled games, for exemple, are called “oficial games”, where narrators guide the adventures, under a big structure and rules. So the game can be organized and something really interesting for the players.

Players do not have to download anything. Being an interpretative game, it can be played by chat and forum.

How many oficial campaigns are being played?

Presently there are eight of them. After each semester, we give XP and a time for player to update their character sheets. For the next semester, we estimate there will be 11 campaigns.

Game masters exchange information? What a player do at one campaign has any effect on other campaign?

Yes. We have a restricted topin at our forum for game masters. At a semester’s end, they give all adventure data to two of the Directors, who organize and give it back to all narrators. So, on the next semester, everybody know what can have effect on characters.

Is there anything like this out of Brazil? Have you been inspired by something alike?

We have never found something like that. There are smaller forums which have similar rules, but it do not remain. Our players remain because we have never stopped in four years.

You said the system is D20 based. 3º or 4º edition?

Presently, we use 3D&T. But Conclave Publisher told the book release would only be possible with D20. At the end of the year, we will have all system converted to D&D 3th edition (3.5 OGL). We couldn’t do it to 4º because it does not allow the release in OGL.

Could you tell more about ideologies and doctrines?

They are two things that give Materyalis unic identity. Ideologies tell about how each character deals with world and how he sees the Materyalis legend. All ideologies were created after the Mateyalis split in Materyon and Marilis, which are a good and evil entities. From them, two beings are oriented: teyonists and marilics. The first group see good as the universal truth and as an exemple of Materyalis perfection. Marilics see evil as something natural.

There are other ideologies, as clifists, who proclaim the Materyon and Marilis destruction and the power for the beings, as they are independent. There are also the emilics, who say the balance between two existances are essencial to creature’s existence. Each ideology brings a way to see the truth, but there are no mutual respect. To find an artefact called sinkra, which reveals the Materyalis secrets, they try to estabilish their ideology.

The doctrines reflect ten habilities ways a character should follow. They are based on a own setting logic. They are: warrior, martial, alchimic, elemental, natural, witchery, planar, mental, spiritual and devotional. All of them have 100 combact skills.

What the style of this setting?

The best way to describe it is classifying as a Medieval Fantasy.

Is there any pre-requisite to participate?

No. My team is devoted to help new players to understand the setting and play. They also help to create the charactersheet step-by-step. We also ask something that’s essential to every player: good sense, know how to split game from reality, accept a defeat, do not bring a personal disagreement to game. War happens On, not in Off.