Destroyer uma classe arrasadora para D&D 3.5

Outro dia em uma campanha um amigo meu me disse:
– Sabe o que eu queria? Era uma classe que apenas ganhasse todo level um bonus de ataque e defesa. Não queria ficar ganhando talento e todas essas coisas que te obriga a parar e pensar em estratégia. Queria algo que fosse simples quando subisse de level que nem o guerreiro da segunda edição.

A minha resposta foi:
– Infelizmente isso não existe mais. Todas as classes tem diversas feats e cada uma necessita de muitas estratégias.

Claro que ele não gostou. Muitos gostam disso mas não ele, pois ele gosta apenas de RP e ter que ficar queimando a cabeça com estratégia bélica não é a praia dele. Logo criei uma classe para ele, que fosse ao mesmo tempo atrativo para jogadores como ele mas não fosse um bicho de pelúcia, assim nasceu o Destroyer.

Destroyer

Destroyers são mestres em causar dor contra seus adversários e impedir que seus ferimentos atrapalhem em batalha. Tal como os bárbaros eles não se aprimoraram em usar diversas armas e armaduras mas são até mais resistentes do que os bárbaros e podem causar mais dano também. Um Destroyer é aquele combatente que luta até a morte levando consigo inúmeros inimigos e ninguem sabe como ele aguentou tanto tempo de pé. Ele acha que estratégia é a força, que a armadura é a pele e que a arma é você quem faz. Ideal para jogadores novos pois exige pouca estratégia para se jogar.

Requisitos: Força 16 ou superior, Constituição 16 ou superior.
Skills da Classe: Adestrar Animal, Cavalgar, Escalar, Natação, Saltar
Skills 1o Level: (2 + Int) × 4.
Skill Level Adicional: (2 + Int)
Armas e Armaduras: Pode usar todo tipo de armas simples e comums, também sabe usar Great Sword, Armaduras Leves, Médias e Escudos (Exceto escudo de Corpo).
Movimentação: 9m (4,5 em cautela)
Dinheiro Inicial=6d4x10
Dado de Vida: 1d12

Outras classes: Um destroyer não tem paciência para aprendizados longos e mudanças grandes de modo de vida, o que não permite que ele adquira nenhuma classe de prestígio e level de nenhuma outra classe.

Osso Duro: No primeiro level o destroyer ganha a capacidade similar ao talento Tolerância, ele ganha +4 em testes de correr e natação. Aguenta dormir de armadura sem receber penalidade alguma. E jamais desmaia se ficar com pontos de vida negativo, se levar dano de contusão, ele só para quando morre. Ele também é imune a morte por dano macivo.

Movimentação Cautelosa: O Destroyer consegue se movimentar de forma defensiva sem abrir a guarda para ataques de oportunidade quando passa em quadrados adjacentes ao do inimigo no lugar de uma movimentação normal. O inimigo não chega a perder o ataque pois ele percebe que não conseguirá atacar. A movimentação cai pela metade quando está andando com cautela. Um destroyer jamais leva ataque de oportunidade por movimentação pois ele usa a movimentação cautelosa sempre que estiver em risco. Para todos os outros fims a movimentação cautelosa é tratada como uma movimentação comum.

Osso Duro Aprimorado: A partir do terceiro level um Destroyer pode comprar o talento Osso Duro Aprimorado como talento comum.

Osso Duro Aprimorado

Requisitos: 3o level de Destroyer ou superior.

Com esse talento o personagem consegue aumentar a gravidade dos danos desde que a arma seja usada para causar dano letal, o que técnicamente lhe confere o bônus de 1 no dano letal a cada 2 níveis de destroyer arredondados para baixo ( por exemplo no level 9 dá um bônus de 4).

E ele consegue diminuir a gravidade dos ferimentos recebidos o que lhe dá um redutor de dano em 1 (qualquer tipo de dano letal ou não letal), para isso o inimigo basta estar visível e no campo de visão do destroyer.

Especial: Este talento pode ser pego repetidas vezes, por exemplo Gaulther está no nono level comprou três vezes esse talento, logo ele tem 12 de bônus no dano por level ( 4 x3 = 12) e um redutor de dano de 3.

Destroyer – a destructive class for D&D 3.5

During a game, a friend of mine told me:
– You know what I wish? A character class that, at each level, only gained an atack and defense bonus. I don’t want to earn feats and all of those things which makes me to stop and think strategicaly. I want something easy to up, as the second editin fighter.

And my answer was:
– Pity, but there are no class like that anymore. All classes have several feats and each one asks strategies.

Of course he didn’t like it. Many players like it, but not him. Because he likes only RP. To burn his brain with belic strategy is not what he likes. So I created a class for him, which is, at the same time, atractive to players like him, but without being a Teddy’s bear.

So, the Destroyer was born.

Destroyer

They are the masters of causing pain against their enemies and avoid his wounds to spoil the battle. As the barbarians, they don’t learn to use a variety of weapons and armors, but they are even more resistent, and also can cause more damage. A destroyer is that warrior who fights untill the death, dragging several enemies, and no one can tell how he could be so long at his feet. He thinks the strategy is his strenght, amor is his skin and weapon is what you can do. This class is fit to new players, as asks little of strategy to play.

Requirements: Strenght 16 or above, Constitution 16 ou higher.
Class Skills: Handle Animal, Ride, Climb, Swim, Jump
Skills 1o Level: (2 + Int) × 4.
Skill Aditional Level: (2 + Int)
Weapons and Armor: He can use all kind of simple and common weapons. He can also use Great Sword, Light and Medium Armor and Shields (except body shield).
Speed: 9m (4,5 when cautious)
Initial money=6d4x10
Hit Dice: 1d12

Other classes: A destroyer has no patience to long-term learning and big life changes, which do not allow him to get any prestige class or another class level.

Iron Bone (Osso Duro in Portuguese form): At the first level, destroyer earns a capacity similar to Endurance feat. he gains + 4 in Run and Swim tests. He can sleep with amor without penalities. He never goes down if gets negative hit points or if gets contusion. He stops only when he dies. He is also imune to massive damage death.

Cautions movement (Movimentação Cautelosa in portuguese form): Destroyer can move in defense, so he´s never open to opportunity attacks when moving on enemies’ adjacent squares. Enemy does not lose the attack, as he can see it would be impossible. He can move half of his speed when using Cautious movement. He never take an opportunity attack, as he always use this hability when in risk. To all kind of uses the Cautious Movement is considered a regular movement.

Improved Tuff Bone (Osso Duro Aprimorado in Portuguese form): At the third level, a Destroyer can have the Improved Tuff Bone as a regular feat.

Improved Iron Bone

Requirements: 3o level of Destroyer or higher.

The character can improve the gravity of the wounds he makes, if he is using the weapon to cause letal damage. It gives him a 1 point bonus to letal damage for each 2 destroyer levels (rounded to the lowest number) – at 9th level, he gets a 4 points bonus.

He can reduce the gravity of the damage he takes. So he has 1 point of damage reduction (letal or non=letal). The enemy must be visible for the destroyer.

Special: this feat can be taken several times. For exemple: Gaulther is at 9th level and took this feat three times. So, he has 12 points of bonus damage per level (4 x3 = 12) and 3 points of damage reduction.

26 Comments

  1. Posted 7 de dezembro de 2008 at 18:08 | Permalink

    Um: Esse conceito é de uma CdP, não de uma classe básica.
    Dois: Está *muito* desequilibrado.
    Três: O modificador de Fortitude está errado.
    Quatro: Você notou que Osso duro combina as qualidades de dois talentos em um só já no PRIMEIRO nível de personagem, né?

  2. Posted 7 de dezembro de 2008 at 19:44 | Permalink

    1o A idéia é levar diversão para quem não gosta de mexer em estatística de personagens para gerar um personagem bom. Jogadores muitas vezes não se divertem com o 3.5 pois não usam todos os benefícios de suas classes e acabam morrendo (ou ficando de lado) nos jogos.
    Esta classe é uma classe base e não de prestígio mas é opcional, use por conta e risco. Principalmente quando você tem jogadores que gostam de combate mas não ao ponto de querer fuçar estatísticas de feats e magias.
    2o Isso como dizia Eintein é relativo =D
    3o Sim, vou corrigir, o 1o level é 1 de Fort. Tem 2 jogadores meus que me passaram a perna, obrigado por avisar ^^
    4o Sim, já o druida tem lobo (e lobo tem derrubar), atira magia a distância, cura e ataca no 1o level igual a um guerreiro. Tudo questão de cultura =D

  3. Posted 7 de dezembro de 2008 at 19:48 | Permalink

    Atualizado a Fortitude.

    Lembrando que, a classe foi projetada para não sofrer alterações a não ser que o jogador quiser. Se ele aprende a jogar com ela no 1o level e gostar ele vai se divertir sempre com ela sem precisar aprender novas táticas.

    Não é meu estilo mas é de algums jogadores que conheço!
    ^^

  4. Posted 7 de dezembro de 2008 at 20:39 | Permalink

    Se você queria só fazer isso, podia ter optado por pacotes de talentos e builds para as classes já existentes em vez de criar um novo conceito de CdP e tentar aplicar ela para uma classe básica. Acredite, eu já fiz isso antes, não funciona.

    E agora tá ainda mais errada a progressão da fortitude… começa em +2 e termina em +12, mano. Dá uma olhada em http://www.d20srd.org/ e fica ligado.

    E pra terminar: equilibrio não é relativo. O druida, mago, clérigo e outras classes conjuradoras são desequilibradas, fato, mas isso não é desculpa para fazer mais classes desequilibradas.

    Eu entendo o seu ponto, fazer algo pelos preguiçosos (e burros, francamente), mas seria melhor apenas dar um personagem combatente pronto pra eles e deu.

  5. Posted 7 de dezembro de 2008 at 22:40 | Permalink

    concordo com o nume

    vc podia mesmo ter dado um pacote de talentos passivos de guerreiro pro cara, ou fazer ele jogar de ranger, essa classe ai ta apelona de mais no começo do jogo, e fraca demais depois do 15

  6. Posted 7 de dezembro de 2008 at 23:03 | Permalink

    Nume você se enganou, termina em 11 e não em 12, esta certo sim. Antes estava errado e concordo, level 1 é 1 e não 2. Mas agora está certo sim.

  7. Posted 7 de dezembro de 2008 at 23:16 | Permalink

    Vocês não entenderam o espírito da coisa. Dar um pacote de feats não ia resolver nada. Uma classe de prestígio também não, já que elas só são usadas lá pelo 6º lvl. Menos ainda resolveria fazer o cara jogar de ranger. Dar um pacote de talentos passivos significa ficar estudando quais talentos seriam melhores em cada lvl. O objetivo não é criar um personagem apelão. Mas dar a opção de um personagem bom mesmo para aquele jogador que não saber fazer personagens overpower.

    Tem gente que não gosta de ficar escolhendo mil possibilidades de ataque na hora do combate. O cara gosta de jogar pelo RP, gosta de poder ajudar, ser útil no combate, mas não tem a menor paciência de ficar decidindo se vai tirar ponto do ataque para colocar no dano, se vai fazer um ataque triplo ou se prefere se mover e fazer um ataque menor, se vai tirar ponto do ataque e colocar na defesa, se ganhar mais AC se ficar de olho em determinado inimigo, se vai ter mais AC se ele se mover. O cara quer simplesmente bater e pronto e vai fazer só isso o resto da vida. Para isso, ele vai abdicar de dar um ataque poderoso matador, vai abdicar de um trespassar, da fúria do bárbaro e de outros vários truques que as outras classes oferecem.

    E não são jogadores preguiçosos. São jogadores que valorizam outros aspectos do jogo que não o de ficar montando a melhor ficha (eu particularmente adoro isso!).

    O Nume disse: “mas seria melhor apenas dar um personagem combatente pronto pra eles e deu”. É exatamente essa a idéia.

    Mais ou menos como era o guerreiro na segunda edição. E o D.D 3.5 não oferece mais essa opção para os jogadores.

    Mais de um jogador nosso sentiu falta disso e criamos uma opção. E é só isso: uma opção. Não entendi o motivo de tanta revolta.

  8. Posted 8 de dezembro de 2008 at 9:21 | Permalink

    Por que simplesmente não jogar 3D&T então? Se não gostam de complicação é a melhor pedida.

    E eu insisto: resistência boa começa em +2 e termina em +12, isso é o básico do básico, diacho.

  9. Posted 8 de dezembro de 2008 at 9:26 | Permalink

    Eu gostei! O personagem recebe muito no início, mas depois não recebe poder algum!

    Os poderes também são bacanas. Eles permitem que o jogador participe do combate sem ficar muito preocupado com as conseqüências das ações.
    É só avançar e pronto!

    Eu só colocaria a limitação de não poder mudar de classe (ou usar classes de prestígio). Só para evitar que “jogadores que não queiram se preocupar com detalhes táticos” resolvam “começar a se preocupar”.

    P.S.: Eu ODEIO ataques de oportunidade.

  10. Posted 8 de dezembro de 2008 at 10:06 | Permalink

    Nume,
    Você esta equivocado, a classe não é para um grupo inteiro e sim um grupo de gosta de D&D 3.5 e tem 1 jogador que gosta de RP e menos complicações.
    Quanto a fortitude, você está errado também.Bardos, Feiticeiros, Ladinos, Magos tem fortitudes que não começam em 2 e termina em 12 e estou falando apenas das classes do core básico veja em http://www.d20srd.org/
    Esta classe não é diferente logo seu argumento sobre a fortitude não bate, ele é um personagem que abusa da fortitude dele, e portanto não pode ser identico de um guerreiro. Mas ele é melhor que um mago.
    Ainda não entendi a revolta, ele é opcional, tem quem vai gostar e não quer mudar de sistema para 3D&T, Você não gostar não significa que por regra ninguem vai gostar, agora em 2 campanhas minhas funcionar prova que tem quem goste.
    Eu disponibilizei apenas porque pode ajudar mais alguem, se tentar ajudar ofende, sorry.

  11. Posted 8 de dezembro de 2008 at 10:20 | Permalink

    O problema é que criticar se torna facil. Na verdade muitos são os jogadores escravos de feats e skills e se algum sistema ousar tirar isso eles caem com os dois pés nas costas. Eu achei interessante e sinceramente, detesto ter que ficar combando, escolhendo feats e etc. Isto atrapalha e muito a minha diversão, sem dizer que, jogador que gosta em demasia de sistemas tão cheios dessas coisas (combos, feats, skills…) são os mais chatos na mesa.
    Entendam camaradas: quanto mais simples o sistema, mais o RP se torna bom e isto é fato. Ou para vocês o Role Play está em segundo plano (bingo!)

  12. Posted 8 de dezembro de 2008 at 10:33 | Permalink

    Bem lembrado, Alexandre! Eu tinha pensado nessa limitação, mas aí achei que podia ficar a cargo do Mestre.

    Mas, você tem razão. Ao menos um aviso nosso para o Mestre não custa e é útil 🙂

  13. Posted 8 de dezembro de 2008 at 10:35 | Permalink

    Alexandre,
    eu pensei inconciente nisso mas na hora de colocar não fiz.
    Nas minhas campanhas não deixo o jogador escolher CdP e nem pegar level de outra classe sem minha autorização, e desse modo evito algumas coisas exdruxulas, e ai esqueci de completo de frizar isso na classe.
    Mas sim, faz todo sentido sim e colocarei esta observação ali no artigo.

  14. Rafael
    Posted 8 de dezembro de 2008 at 10:52 | Permalink

    Bem, sou um jogador RP , ainda tenho duvidas em relacao aos dados de ataque, dano , resistencias e se é pra cima ou pra baixo… o objetivo do RPG é justamente o RP , as questoesde feats/classes/etc/etc/etc são somente acessórias. o destroyer (eu jogo com um) me livra de todos estes aspectos acessórios do qual alguns jogadores tem o prazer de lamber livros de monstros e de mestres e de armas e de sei la mais o que, para poderem sobresair-se… Ae temos o exemplo do ROCK PLAYER , que emana em uma interpretação : Eu faco um teste de Fortitude, eu faco um teste de Força ; ae os jogadores entreolham-se e pergunta ao ROCK PLAYER : Mas vc nao vai falar nada ? Ae ele responde : Eu sou um barbaro , apenas devo matar e salvar voces… Entao eu sugeriria ao cidadão: Jogar Magic.
    Já joguei com paladinos, Magos , Guerreiros , Caveleiros , Rangers … Se voce me perguntar qual foi o tesao de cada personagem , eu te respondo : torná-lo ponto chave da aventura, e não um dizimador de pdms.
    Portanto vejo no destroyer o equilibrio para jogadores como eu. Que odeiam fichas e o cacete, só querem um personagem que possa levar porrada para poderem interpretar depois da acao. 🙂

  15. Posted 8 de dezembro de 2008 at 11:49 | Permalink

    Cara, deixa eu explicar como funcionam as resistências: existem três tipos, Boa, que começa em +2 e termina em +12, como o Guerreiro; Ruim, que começa com +0 e termina em +6, como o Mago, e Média, que começa em +1, acho, e termina em +9, como o Samurai.

    NÃO EXISTE bônus de resistência que comece em +1 e termine em +11, entendeu?

  16. Posted 8 de dezembro de 2008 at 12:04 | Permalink

    Isso nas classes oficiais, certo? Assim como não existe destroyer, não existe Osso Duro, e na realidade como não existem orcs (meu jogador joga com um orc e não com um meio orc ^^).
    Esta é uma classe opcional, e desse modo tem muitas coisas diferentes; Coloquei 1 e terminar no 12 porque gosto de achar que ele se fica um passo atrás do guerreiro por conta da sua natureza.
    Mas se preferir e achar mais simpático, você pode dizer que ele começa em 2 e termina em 12 e que ele tem -1 em fortitude por conta da classe, ai não tem briga =)
    De qualquer jeito não muda nada.

  17. Posted 8 de dezembro de 2008 at 13:28 | Permalink

    Ok, então por que que tu não disse isso logo de início, pra que ficar teimando que eu tava errado e que existia bônus de resistência que começava em +1 e terminada em +11?

  18. Posted 8 de dezembro de 2008 at 13:39 | Permalink

    Não estava claro seu texto.

  19. Posted 8 de dezembro de 2008 at 14:13 | Permalink

    Opa…pancadaria no blog…vou dar meu pitaco.

    O RPG nasceu de um wargame, portanto é natural que existam regras e complexidades. Até 10-15 anos atrás, antes de Vampiro: a Máscara inundar as pratelheiras dos RPGistas, o jogo era focado em combate e conquistas, como em um wargame, sendo que o DIFERENCIAL era a interpretação, que servia para rechear todo o ambiente descrito pelo mestre e dar sabor e sentido para estes combates e conquistas.

    Perceberam que com a força da imaginação, jogar RPG era como jogar um víde-game com gráficos perfeitos onde você pode fazer o que quiser! E nunca houve outro jogo assim.

    Com Vampiro a coisa ficou mais voltada para os conflitos internos de cada personagem, e a história poderia se desenvolver por várias sessões sem combates, já que haviam outras coisas interessantes para se fazer: espionagem, trambiques políticos, manipulações, etc. Um sistema mais ameno de regras era necessário, e o sistema Stryteller foi criado…e na minha opinião ele é uma grande confusão…nunca vi 2 mestres que jogavam Storyteller igual…mas a idéia era essa mesma…dar flexibiliade para o mestre decidir o que acontece livremente.

    Agora, eu acho que o que causou revolta (rsrsr que exagero) principalmente no Nume, foi vocês criarem uma classe para os caras descolados que curtem muito mais RP (que é o mais importante) – E que não quer ficar perdendo tempo com escolhas de poderes, feats e itens.

    Nós amantes do RPG e que conhecemos todas as regras e lemos de cabo-a-rabo os livros, gostamos de RP também! Mas também gostamos quando um poder especial que nós escolhemos funciona justamente na hora mais crítica da história…isso causa momentos inesquecíveis também, assim como uma boa representação de personagem, uma regra pode ter papel fundamental no rumo da história e na diversão geral.

    Se a mesa toda quer jogar 3.5 e um dos jogadores não entende ou não quer entender as regras e simplesmente jogar sem ter que estudar, aconselho pegar uma das classes, como o guerreiro, e ir fazendo as escolhas de feat e poderes por ele, dando valor aos que não mudam seu Bônus em situações especias (Sugestões – Toughness um milhão de vezes, Iron Will, Great Fortitude, e com os Feats Weapon Focus, Specialization, etc). Compre coisas que somam a ficha e que não precisem ser recalculadas em situações específicas…e fuja de feats que dependem de movimentação e estratégia.

    Mas agora não importa o que você fizer, construindo uma classe nova ou escolhendo os poderes pelo jogador, se ele não tiver uma mínima estratégia em combate ele SEMPRE será mais fraco que os outros jogadores da mesa, pq simplesmente não vai tirar vantagem das regras.

    Eu sei que esse não era o propósito de tudo isso, mas o Destroyer pode ferrar uma mesa de jogo, pois ele é uma classe “Basicona” em um cenário que não é nada básico, principalmente quando itens mágicos e outros fatores entrarem em cena mais pra frente no jogo. Ele pode acabar sendo forte demais e desbalancear tudo nas mãos de uma jogadore que conheça as regras ou ser fraco demais em comparação ao resto (o que iria desfazer seu propósito inicial).

    Na minha experiência, jogar com pessoas que entendem as regras e sabem o que as classes fazem, é um grupo divertido, pq não perdem tempo com regras e escolhas..eles já vem de casa sabendo o que vão querer nos próximo 5 leveis e interpretam livremente por conta disso.

    Talvez uma classe sem feats sem sofrer ataques de oportunidade e sem se preocupar com itens não caiba no sistema se você for levar as regras a risca, e o resultado final seja o Destroyer jogando um JOGO diferento do resto das pessoas…neste caso a sugestão de convencer todo mundo a jogar 3d&T não é nada mal.

    Mas entendo que poderia servir como opção, se algumas regras estão tirando a diversão do jogo, jogue as regras fora…esse é o conceito fundamental.

    Mas cuidado para não exagerar, ou você pode acabar no clássico conflito do “Polícia e Ladrão” – “Eu te acertei!” “Não acertou! Eu atirei primeiro!”…

    Sucesso!

  20. Rafael
    Posted 8 de dezembro de 2008 at 15:58 | Permalink

    Pra mim estã claro o seguinte>>> Cada mestre joga com o sistema que ha uma maior aceitacao por parte nao so do querer dos jogadores, mas tb das caracteristicas de jogo de cada um…
    Fora isto, regras sao para serem quebradas , como o velho ditado … Portanto, quando se ha a necessidade para adequar um rol de regras para adequar perfil de jogadores (tanto no sentido lesivo , quanto no sentido beneficiario) em virtude de obter um desenrolar da campanha melhor (tanto no ambito da estoria quanto da boa relacao entre personagens ((leia-se quando ha um neutro, um vil , um bom e um justo no grupo)) onde seria interessante haver um certo relaxamento de tendencias) Sintetizando entao, ado ado ado cada um no seu quadrado 😉

  21. Posted 8 de dezembro de 2008 at 20:11 | Permalink

    “ado ado ado cada um no seu quadrado”
    menos o destroyer porque ele não leva ataque de oportunidade quando se move ^^

  22. Posted 8 de dezembro de 2008 at 21:08 | Permalink

    Tchelo,
    primeiro concordo com quase tudo. Vivo em conflito de idéias com você mas concordo desta vez. Só uma coisa a acrescentar a respeito dessa parte…

    “Se a mesa toda quer jogar 3.5 e um dos jogadores não entende ou não quer entender as regras e simplesmente jogar sem ter que estudar, aconselho pegar uma das classes, como o guerreiro, e ir fazendo as escolhas de feat e poderes por ele, (…)”

    Na realidade nem sempre teve essa classe, foi uma invenção de 3 meses para cá que deu certo. Nas aventuras anteriores a isso os jogadors seguiam meus conselhos, pegam feats e skills que eu orientava. Porém mestre (e me desculpe eu te incluir nessa) são péssimos para dar sugestões e eles ficavam com chars sem graça que não entendiam como funcionava pois querendo ou não mudavam com o tempo. Quantos personagens quase morreram por ignorar uma movimentação que deu ataque de oportunidade? Se for por todas as feats do guerreiro em bonus de ataque e dano ele fica meia boca, não chega ser um destroyer e nem um guerreiro que presta.
    Também tem que considerar que o jogador fica incomodado de ficar perguntando tudo para o mestre “o que eu compro, o que eu uso, o que eu, o que eu…”.
    Enfim, o Destroyer vai morrer cedo ou tarde e vai salvar muitos (como já aconteceu no meu grupo). E isso vai mais da sorte do que qualquer outra coisa, fato que tem divertido algums jogadores e quis dar a dica para quem achar que ele resolve seus problemas.
    Quem achar que não resolve, NÃO USE. Ou melhor, USE por conta e RISCO.

    Assim como o Linux ele é TOTALMENTE sem garantias, mas nem por isso deixa de ser bom para alguns ^^

  23. Posted 8 de dezembro de 2008 at 22:17 | Permalink

    Sim, como mestres uma das coisas que menos nos preocupamos é “otimização” de personagens, temos tantos monstros, histórias e NPCs para interpretar que concordo totalmente que dar sugestões para o jogador acaba gerando personagens fracos em relação ao outos.

    Se o Destroyer está funcionando em seu grupo, nada mais a acrescentar, mas caso haja alguém nesta situação e que não quer usar a classe, eu aconselho não só o mestre mas os outros jogadores de sua mesa (de preferncia os mais powergamers) ajudarem nas escolhas táticas em combate e na evolução do personagem.

    Se o jogador for iniciante no sistema ou em RPG em geral, seria muito interessante ter este aspecto acontecer dentro do jogo também!

    EX: Um amigo quer aprender e começar a jogar, ele escolhe ser um guerreiro. Por ser o único iniciante na mesa, ele é também um guerreiro iniciante, apesar de ser promissor. Por isso o Paladino do grupo (ou outra figura de liderança, como um Warlord caso jogue 4e) costuma dar conselhos e gritar comandos táticos em combate, já que o forte, porém inexperiente, guerreiro precisa ser guiado fora do jogo, nada melhor do que isto se tornar um aspecto da dinâmica dos personagens ao mesmo tempo.

    Abs!

  24. Jean
    Posted 27 de janeiro de 2012 at 15:06 | Permalink

    Bom de eu gostei da opção e devo dizer que esse tipo de jogador que nao curte buscar talentos uteis e bem mais comum do que se imagina e mais a classe nao pode ser considerada desequilibrada pois tem diversas limitações como nao ter acesso a prestige class, nao poder ter niveis em outras classes fazendo com que nao se possa fazer combinaçoes apelativas e mais. Tem um grande ponto fraco estrategico . “E ele consegue diminuir a gravidade dos ferimentos recebidos o que lhe dá um redutor de dano em 1 (qualquer tipo de dano letal ou não letal), para isso o inimigo basta estar visível e no campo de visão do destroyer” ou seja ele tem de ver de onde vem o dano .

  25. the K
    Posted 17 de abril de 2012 at 0:46 | Permalink

    Acho que ninguém observou um ponto importante:
    Quem gosta de role play, certamente gosta de montar o back ground, e escolher feats e skills faz parte disso, isso nada mais é do que gostar do seu personagem. Não tem essa de “não quero ler”, RPG é um jogo inteligente que precisa de dedicação pra ter uma diversão legal. Se a pessoa não entende das regras como ela consegue jogar? To achando isso má instrução de alguns grupos e mestres…

  26. Ricardo H.A.L
    Posted 17 de abril de 2012 at 17:17 | Permalink

    Muito legal essa classe. Sou um caso de jogador que parei de jgoar 3.5 por achar muito cheio de regras, mas com um personagem desse até topava voltar a jogar. E antes que digam que sou preguiçoso, pra mim RPG a diversão nunca foi ler, não que eu tenha que dar satisfação mas pelo comentário acima parece até que pra gostar de RPG você tem que gostar de ler livros de RPG, acho isso babaquice. Eu gosto de RPG mas tenho asco dos livros, prefiro que o Mestre me ensine e gosto de jogar coisas simples. Leio 4 livros todo mês, mas nunca sobre RPG, pena que veio tarde se não eu não teria abandonado meu antigo grupo.

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