Porto Livre – Um cenário que vale a pena Parte I

As aventuras de Porto Livre (PL) lançadas pela Jambô são três volumes que formam uma campanha de 1° ao 10° level para sistema D20. O primeiro deles, Morte em Porto Livre, foi ganhador dos prêmios ENnie e Origins.

Faz algum tempo que ela foi lançada pela Jambô, mas eu não queria escrever o artigo antes de ter mestrado a campanha.

Aviso! Spoilers (Informações que prejudicam a diversão)

Este post irá tratar sobre vários eventos da primeira aventura e podem ser levantados muitos spoilers. Se você é jogador e não mestre, não leia o artigo até ter jogado ao menos uma vez a aventura.

Comentários Iniciais

Quando mestrei esta campanha, ela foi iniciada no começo de 2008 e terminou em maio de 2009, rendendo 29 sessões de jogos (aproximadamente 2 sessões por mês) somando os 3 livros e mais algumas aventuras inseridas entre uma e outra como comentarei adiante.

Os jogadores se divertiram muito e para o Mestre também é sensacional trabalhar com algo tão bem elaborado como PL.

Morte em Porto Livre

O primeiro volume de PL se chama Morte em Porto Livre e pode ser adquirido no site da Jambô. Este volume começa com os heróis chegando a PL, o que permite ao Mestre -aliás altamente sugerido se o grupo não for de cinco para cima – a fazer uma ou duas aventuras antes do primeiro volume para diminuir a chance de Total Player Kiler (TPK ou morte de todos do grupo).
Eu, no caso, mestrei duas aventuras explicando os motivos do grupo chegar em PL e coloquei uma missão que servia de gancho para entrarem na história da campanha.
PL é uma ilha que é rodeada de piratas por todos os lados. O primeiro volume conta toda a história de uma antiga civilização de homens serpente e sobre sua ruína. Além de contar como surgiu a civilização humana na ilha e como ela cresceu e se desenvolveu até o ponto do início da história. Então mais do que uma simples aventura, o livro de PL é um verdadeiro cenário de campanha.
PL não é uma cidade normal, é uma cidade de piratas, orcs e toda corja de gente com má intenções. E tudo começa quando os heróis colocam os pés em PL, pois dali em diante a cada esquina um assaltante, ou um aproveitador irá surgir tentando enganar os personagens. Esta é PL.

PL não tem um rei, tem um Lord do Mar. Este cumpre o papel de um rei controlando a cidade e, quando morre, (quer seja de morte morrida ou morte matada) ele a deixa para um descendente.
O atual Lord do Mar se chama Milton Drac e ele está construindo há mais de 10 anos (e está sempre dizendo que está para acabar) um Farol. Farol que é, além de tudo, uma alta torre batizada de “A Tolice de Milton“. Milton acredita que o Farol será um chamariz para o comércio da ilha e, por isso, ele diminuiu todos os custos que tinha para ver sua obra “faraônica” finalizada, o que inclusive significou diminuir a guarda da cidade praticamente a zero.
PL é também uma cidade política. Milton não toma todas as decisões sozinho. Existe um grupo de Conselheiros que ajudam a governar a cidade. E mais, o grupo nunca está de acordo. O que gera muitas intrigas, discussões e por vez ou outra misteriosos assassinatos.
Por conta da Torre sempre em construção, existe um forte comércio de mercadorias entrando em PL, muitas das quais para materiais básicos, e os donos desse tipo de comércio geralmente são ricos e importantes homens em PL.
Um mapa da cidade de PL acompanha todos os volumes de PL. Outro mapa que vem junto é do arquipélago Presas da Cobra onde a ilha da cidade PL fica.
Apesar da campanha não ser 100% linear, ela é bem organizada e bem “fechada”, de modo aos jogadores  consigam chegar no final da campanha (se não morrerem ^^).
De forma resumida, eu poderia dizer que é uma aventura para resgatar o bibliotecário Lucius sumido há alguns dias, porém a trama se complica e começam a surgir novas coisas. Uma irmandade maligna e secreta, tramas políticas e traições.
O primeiro volume termina com o resgate de Lucius e a revelação do templo maligno. Mas, apesar das coisas parecerem terminar bem, não é o que parece…

 

O que eu mudei, idéias e sugestões…

A princípio deixe-me explicar que odeio começar a aventura com todos os personagens juntos. Gosto de fazer eles se encontrarem aos poucos e passarem algum tempo antes da história realmente começar. Isso faz eles darem valor aos parceiros do grupo e também soa menos falso pois você pode fazer com que os encontros sejam feitos aos poucos.
Então antes da campanha começar eu mestrei 2 outras aventuras. Uma no continente, onde eles se juntaram em um objetivo comum que os faria passar por PL, e outra na viagem para o arquipélago.

Outra mudança que fiz foi ter trocado os homens serpente por elfos negros. Mas isto eu fiz apenas porque na minha campanha soaria mais interessante. Nesse caso eu troquei todas as referências a serpentes por aranhas, e o deus maligno Inominado pela Deusa Aranha, mas mantive seus poderes e estatísticas.

Quando os personagens chegaram em PL eles estavam com média de level 2 e a dificuldade me pareceu bem equilibrada.

Conclusão:

Uma ótima campanha para ser mestrada seja online – de forma que renderá aproximadamente 20 a 30 sessões – ou pessoalmente – de forma que renderá aproximadamente umas 6 a 10 sessões. Diversão garantida para os jogadores e mestres.

Aguardem a parte 2 e 3, em que falarei sobre os próximos dois volumes desse lugar fantástico.

Agora tratem de mexer esses traseiros gordos suas garotinhas e tratem de comprar Porto Livre em vez de gastar todo o ouro em Rum porque e há jogadores famintos querendo jogar! Yaaaaar!

6 Comments

  1. Posted 4 de maio de 2009 at 8:01 | Permalink

    Gosto muito dos elementos de Call of Chtulhu no Porto Livre, principalmente nos últimos suplementos gringos!

    Parabéns por ter terminado a campanha!

  2. Posted 4 de maio de 2009 at 10:23 | Permalink

    Sim, sim, sim! =D

  3. Paulo Foca
    Posted 4 de maio de 2009 at 13:48 | Permalink

    Uala! Eu fui player nessa campanha xD
    Agora temos que ir pras próximas pois meu ranger pegou nv 10, agora que tá ficando bão xD

    Ahhh, agora que vc explicou que trocou homens serpentes por elfos negros faz mais sentido a serpente de jade 😛

  4. Posted 4 de maio de 2009 at 13:52 | Permalink

    É que tem um lance da briga de 2 deuses (inominável e o deus serpente). Então achei interessante trocar o inominável pela “Deusa Aranha” mas o outro não sentido em mudar, por isso mantive ele como serpente e logo, o artefato Serpente de Jade não mudou =)

  5. Posted 4 de maio de 2009 at 17:10 | Permalink

    Pô Edson, como mestre a gente é um clone do outro! O.o

    Eu também altero aventuras e geralmente as poucas que começo com todo mundo junto (por acaso a da 4E), ninguém gosta.

    Porto Livre é muito bom, espero poder mestrar logo!

  6. Posted 5 de maio de 2009 at 9:35 | Permalink

    Foram umas 3 sessões apenas para juntar a galera, e enquanto não junta só aventura solo. Bom porque gera um ótimo BG.

    Olha vale muito a pena, e tá saindo uma adaptação para 4E do cenário.

3 Trackbacks

  1. […] Porto Livre – Um cenário que vale a pena Parte I […]

  2. […] Porto Livre – Um cenário que vale a pena Parte I […]

  3. By Epic fail / Pérola | Taulukko on 10 de novembro de 2009 at 18:34

    […] Vou roubar um pouco da narração do Gan para contar o que aconteceu em nossa última jogatina do Fronteiras I, aqui mesmo no Taulukko, a continuação das aventuras de Porto Livre. […]

Post a Comment

Your email is never shared. Required fields are marked *

*
*