10 Segredos Taulukkianos

10 Segredos Taulukkianos

Que o Taulukko pode ser jogado de qualquer lugar sem a instalação de nenhum software além de um navegador (atualizado) todos sabem.

Que existem dezenas de fichas para diversos sistemas todos sabem.

Que é de graça? Todos sabem.

Mas existem muitas coisas que ocorrem por trás das cortinas que poucos ou ninguém sabe. Vou agora contar um pouco de alguns segredos do nosso sistema.

Java



A maior parte do sistema do Taulukko é feita em Java, uma tecnologia utilizada em diversos aplicativos desde geladeiras até celulares mas, como neste caso, também usado para sistemas WEB. Usar Java significa alta disponibilidade, alta performance e, com a ajuda de aplicativos como o eclipse, tornar o desenvolvimento e a manutenção além de fácil, divertido.

Backups Diários

Sim! Todos os dias, mesmo nos finais de semana e feriados temos um anão que reescreve tudo o que vocês mandam pro servidor em outro servidor, de modo que se algum dragão passar por aqui, tudo será recuperado com no máximo 24h de “volta no tempo” (ou rollback como o pessoal de TI fala).

Testes unitários

A cada nova versão, testes novos são adicionados no Taulukko para fuçar em cada funcionalidade dele e ver se não quebra. Apenas se passar nestes testes é que subimos a nova versão no servidor.

Robôs de Testes

Criamos um golem que, sempre que tem uma nova versão, ele entra em cada página do taulukko e nos avisa se alguma delas parar de funcionar. Assim saberemos antes de você e, provavelmente, quando você entrar na página, já teremos arrumado.

Monitores kobolds

Temos 3 kobolds aqui que, se o servidor cair eles não precisam esperar uma ordem minha para colocar tudo em ordem novamente. No caso das páginas ficarem inacessíveis eles reiniciam a máquina automaticamente, e depois eu serei avisado para descobrir o que ocorreu. Apenas se o problema não for intermitente que o Taulukko ficará off.

Enorme time de desenvolvedores, enorme mesmo!

Apesar de ser responsável por metade do código do Taulukko, o sistema conta com a ajuda de grandes mentes. Com o sistema de criação de fichas, é divertido criar novos modelos, então muitos jogadores criaram suas próprias fichas. Algumas excelentes! E eles tem constantemente atualizado e tornado-as compatíveis com as versões novas do Taulukko, algumas até adicionando funcionalidades novas.

Fora as fichas, alguns desenvolvedores enviam códigos que ajudam o Taulukko melhorar, como o novo editor visual de fichas que foi parcialmente criado pela jogadora Nanie.
E isto não é tudo, também contamos com o suporte para Linux do nosso amigo Zernobog e da ajuda da Riana pro blog e recentemente com a criação das fichas de Old Dragon.

Isso sem falar nas inúmeras sugestões de usuários, que sempre entram na enorme fila de tarefas para integrar as versões seguintes. Além disso, como usamos tecnologias open-source, milhares de desenvolvedores estão ajudando o Taulukko a crescer e melhorar dia a dia.

Nossa “família” não pára de crescer, então ninguém aqui será desamparado.

Tecnologias emergentes e Open source

Utilizamos apenas tecnologias confiáveis e que estão em alta. Não corremos o risco do servidor parar por conta de trocar de tecnologia ou por falta de suporte de algum fornecedor que tenha descontinuado.

Servidor de Testes

Foi construído um servidor de testes que a partir da próxima versão, apenas após os usuários PREMIUM validarem neste servidor é que o Taulukko mudará de versão permanentemente. Ou seja, enquanto não estiver aprovado pelos usuários PREMIUM, ele não entrará para os demais.

Constantes melhorias

Em 2 anos o Taulukko evoluiu como nenhum outro. Hoje ninguém pode imaginar jogar Taulukko sem ficha, ou sem troca de nick, sem pm. Mas um dia o Taulukko não teve nada disso e em pouco tempo ele terá muito mais do que você pode imaginar. Ao longo dos 2 anos o Taulukko inseriu 145 modificações entre melhorias e correções. Foram 30 versões diferentes, sendo 4 grandes versões. E em breve será lançado outra que ao que tudo indica será a maior versão do Taulukko desde seu surgimento, a versão 1.4 que está planejada para o começo de 2011.

A Origem

A origem do nome Taulukko está na página inicial e na página “Sobre o Taulukko”. Você sabe qual é?

Módulo de regras para magia Fronteiras – Introdução Parte 1-3

Módulo de regras para magia Fronteiras – Introdução Parte 1-3


mago e magia

ilustração de seanmcgrath

Cansado de slots? De magos que podem soltar bolas de fogo mas esqueceram como soltar luz? De o sistema default não prever quantidade de mana do mundo e dos objetos?

Seus problemas acabaram! Vou passar a vocês um sistema que permite mudar drasticamente, para o bem ou para o mal (ou deveria dizer para o bem ou para o mal do mestre?) o sistema padrão de magias do D20 3.5.

Sistema padrão

Antes de falarmos como é o sistema “Módulo de regras para magia fronteiras” é bom entender como é o sistema padrão para compreender o que me levou a alterá-lo, ou melhor, abandoná-lo.

Magias conhecidas:

No sistema padrão, o usuário de magia tem uma quantidade de magias que ele conhece, que chamaremos de “Magias Conhecidas”, que são as magias que ele conhece tão bem a ponto de realizar o ritual para liberar a magia. A quantidade máxima de magias conhecidas pelo usuário de magia é dita pelo nível e classe dele.

Círculos de poder:

Cada magia tem um círculo de poder que pode variar do zero ao 9. Quanto mais alto o círculo, mais poderosa ela é. Usuários de magia com nível mais elevado conseguem acessar magias de círculos mais elevados. Por exemplo: um mago de nível 1 consegue soltar magias de círculo 0 ou 1, mas um mago de nível 10 pode soltar magias até círculo 5.

Magias memorizadas:

Todo usuário de magia tem que escolher em algum momento do dia, isto varia de acordo com a classe, que magias ele usará nas próximas 24h. Geralmente o momento é de manhã, após dormir. Ele tem uma quantidade limitada de magias que pode usar no dia seguinte, que são os “Slots”. O objetivo é impedir que os magos fiquem muito poderosos. Se ele pode soltar quantas vezes quiser qualquer magia, ele ficará sem desafios. Por este motivo, ele é limitado a algumas magias por dia. Os slots foram o meio de restringir os magos, porém, na história, o que isto significa? Significa que um mago memoriza e estuda as magias a soltar no começo do dia, ele marca qual ele memorizou e após soltar a magia ele apaga da memória (e da ficha) a magia utilizada. Um clérigo ora pelas magias que ele quer utilizar durante o próximo dia, e assim por diante.

A quantidade de slots de magia é dividida em círculos de magia, e ela aumenta com o tempo. Magos mais poderosos podem, obviamente, soltar mais magias.

Problemas causados pelo sistema com Slots:

O sistema funciona, porém a explicação de que o mago tem um limite de magias que ele pode memorizar gera algumas situações estranhas, para não dizer engraçadas:

  • O mago solta dardos místicos desde sempre, e ainda esquece a magia toda vez que solta?
  • O mago por acaso lembra todos os dias a exata mesma quantidade de magias? Independente do stress, combate e coisas que fariam trabalhos mentais variar ?
  • O sacerdote precisa orar com antecedência para o deus dele. Já pensou Moisés “eu abriria o mar para fugirmos, mas não pedi esta magia”…
  • O mago precisa botar fogo numa tocha. Ele não tem a magia luz (de primeiro círculo) poque não memorizou luz (de primeiro círculo) mas ele pode soltar uma bola de fogo (de 3º círculo).
  • Magos como Hary Potter que usam a varinha pra potencializar o seu poder não existem, nem como Gandalf que usa seu cajado pra manifestar seu poder.
  • Grandes magos, exceto Raistlin pois ele veio justamente do D&D, jamais falam em memorizar magias e slots.
  • A mana do mundo não influencia diretamente na hora de soltar a magia, somente torna ela possível.

Regra opcional do Fronteiras

Como podem ver, existem motivos para eu ter criado um novo sistema de magias. Eu queria um modelo que corrigisse mesmo que parcialmente o sistema padrão. Como disse, não que ele não funcionasse, mas queria algo diferente para tipos de aventuras diferentes, e assim, praticamente por acidente surgiu o sistema de Magias por Mana.

Origem:

Tudo começou de uma confusão. A Maíra, se não me engano, disse que leu em algum lugar que em Dragon Lance, para soltar magia era como se fosse um ataque mágico e aí eu criei o sistema inicial em cima dessa confusão. Posteriormente soube a partir de quem jogou Dragon Lance que não tinha nada semelhante entre os sistemas, ainda bem ^^.
Fronteiras é o nome de várias campanhas D20 que estou mestrando ao longo dos anos e, com elas, estudando regras opcionais que lançarei aos poucos. As regras opcionais incluem diferentes temas e para diferentes classes.

Público alvo e testes:

Testei o sistema ao longo de 3 campanhas, 3 anos, com diferentes níveis de mana. E o que posso dizer é que funciona, depois de aprendido ele se torna mais fácil de usar do que o sistema atual, mas exige uma infinidade de pequenas alterações. Ele não é indicado para mestres iniciantes pois vai mais atrapalhar do que ajudar. Mas para mestres que já mestraram no sistema padrão e estão cansados do estilo D&D, esta é uma ótima opção para dar um colorido diferente pras suas aventuras.

Por hoje é só pessoal!

Por ser um assunto extenso, resolvi dividir em 3 partes.

  1. Introdução – este documento
  2. Regras básicas
  3. Alterações necessárias

Aguardem os “próximos capítulos” aqui mesmo no blog do Taulukko =)

Usando Áudio em Sessões de RPG

Usando Áudio em Sessões de RPG

sound
sound
Jogar RPG com trilha sonora e efeitos sempre é muito bom e ajuda a imersão. Eu uso sons desde que comecei a mestrar, já cheguei a mudar o roteiro da história apenas pra casar com uma trilha e desta forma proporcionar uma emoção maior aos jogadores.

Atualmente utilizo um programa descontinuado chamado RPG Audiomix feito em java, ainda bem que a última versão é bem estável e ela é completa para o que preciso. Consigo subir ela em qualquer máquina (até no linux) e rodar a trilha necessária. Organizo trilhas e efeitos sonoros.

RPG Audio Mix
RPG Audio Mix

Onde?

Agora onde encontrar isto tudo? Para as músicas (trilhas) você pode usar as trilhas de filmes famosos, ou melhor, de filmes não tão famosos pra não dar “cara” a sua campanhas.

Os efeitos snoros você pode conseguir em CDs que vem com revistas especializadas ou baixados na internet do site Find Sounds.

Quando Usar?

Acho que a melhor maneira de dizer quando, é dar exemplos:

Um grupo meu abriu um portão de uma antiga casa velha eu liberei um efeito sonoro de portão de ferro se abrindo.

Quando Peter Jackson nem era conhecido e O Senhor dos Anéis não tinha tido sua fama chegado no Brasil, mestrei por anos a fio aventuras baseadas nos livros do Tolkien na Terra Média. Numa delas, quando fugiam de um Balrog em Moria, eu toquei uma trilha sonora onde as batidas dos tambores batiam com os sons dos orcs. A trilha aumentava de rítimo até o clímax da travessia da ponte de pedra.

Mestrando Mutantes e Malfeitores, numa aventura que ocorria aqui no Brasil. Ao ocorrer um desastre eu toquei a música do Plantão do Jornal Nacional antes de dar a notícia.

Quando não Usar?

O mestre só deve tomar cuidado para jamais perder mais tempo montando as trilhas do que criando aventuras. Ou ficar parando o jogo o tempo todo pra ageitar as músicas. Ou o mestre organiza antes, ou utiliza um programa, ou então é melhor deixar apenas uma música de fundo sem efeitos sonoros.

Dicas de Trilhas e Efeitos:

Dar dicas sobre trilhas é sempre muito complicado, pois depende muito de que tipo de cenário você vai mestrar. Mas uma possibilidade é você selecionar trilhas de filmes que lembrem o seu cenário, isto em sí já deve ajudar. Caso o jogador conheça a trilha e ela for de um filme com cenário parecido, não vai ficar brega. Outra é fazer como o Tchelo do RPGPlanet que procurou trilhas de músicos iniciantes e entrou em contato solicitando permissão para usar e assim conseguiu algo 100% original.

Outra opção, ao menos para falas, é você mesmo gravar algumas vozes e distorcer com programas especiais para este fim. Assim você pode criar vozes das mais diversas, inclusive vozes de orcs, goblins, monstros ….

Abaixo algumas dicas para trilhas sonoras de filmes:

  • Senhor dos Anéis
  • Watchman
  • Coração Valente
  • Bewolf
  • Gladiador
  • Laranja Mecânica
  • Mortal Kombat (filme)

E Online?

Para usar trilha sonora e efeitos sonoros numa partida na internet, depende se a sua ferramenta lhe proporciona isto, ótimo. Caso não tenha, abaixo algumas maneiras de contornar isto:

Team Speak

Você pode usar um TS ou outro programa de voz para todos ouvirem a trilha, ou ao menos quem tiver banda para isto.

Links:

Enviar os links a medida que você avança na narração também é um bom meio, mas do outro lado se faz necessário que ele tenha uma banda boa e tenha os plugins e players necessários.

Rádio Online

Alguns sites e programas permitem configurar uma rádio, e qualquer um que entre na sua rádio vai ouvir o que você programou.

Conclusão:

Sempre dá para usar, desde que sem abusos. O mestre e os jogadores nunca podem perder o foco que é a diversão de todos. Se os jogadores ou o mestre estiver perdendo tempo demais com a música, seja para programar, configurar, instalar player, etc, desista.

E você, que dicas e histórias você tem para contar envolvendo trilhas e efeitos sonoros?

RPG online via chat ou via voz ?

RPG online via chat ou via voz ?

microphone Digamos que você vai jogar RPG no Taulukko. Você prefere jogar usando o Chat (texto) ou via voz (Skype, Teamspeak etc.)?

Esta pergunta pode servir para qualquer ferramenta online, mas foi no Taulukko e, até mais precisamente, no meu grupo que recentemente ela surgiu. Por conta disso, tentamos jogar via Teamspeak. De qualquer forma, não foi a primeira vez e provavelmente não será a última.

Que vantagens e desvantagens há em jogar via voz?

Os 4 motivos para se jogar usando voz

  1. Pode interpretar a maneira de falar de seu personagem.
  2. A interação social do grupo aumenta, quase como se tivessem sentados na mesma mesa.
  3. Não precisa digitar nada, pode até jogar RPG enquanto trabalha em algo no computador.
  4. Você pode jogar longe do PC – ok, você vai precisar imprimir a ficha, olhar o mapa (se o seu mestre usar) de vez enquando mas é possível.

Os 4 motivos para se jogar usando chat

  1. Via chat você tem um log de tudo que é escrito, possibilitando o mestre copiar e criar um wiki, site, blog sobre o que ocorre na campanha. Assim como o contrário também é verdadeiro, ele pode deixar preparado os textos apenas para colar durante a aventura.
  2. Pelo chat não precisa de nenhuma instalação adicional. Instalar skype, team speak às vezes esbarra em firewalls, configurações de portas, updates de softwares, o que nem sempre é tranquilo para todos os jogadores. Além de usar menos banda de internet.
  3. Usar o chat, ao menos quando não for a vez do jogador ou mestre, libera os demais para fazer outras coisas na internet ou fora dela. Ir ao banheiro, fechar uma porta ou janela. Ou até pegar um café, suco, bolacha ou qualquer tranqueira na cozinha.
  4. Quando se usa texto, um jogador não corta o outro. Permitindo que jogadores tímidos também se divirtam e jogadores mais faladores que costumam cortar os demais não roubarem a cena.

Existem mais?

Sim, não é minha intenção aqui relatar todos os problemas e vantagens de se jogar via chat ou via voz. Da minha experiência, tentei usar o Team Speak duas vezes sem sucesso. Na primeira vez eu fui empolgado, querendo que o jogo ocorresse via voz e aí ocorreu uma situação mais ou menos assim:

Mestre (pelo Team Speak) – Bom vocês entram num corredor e o caminho se divide em esquerda e direita.
Jogador 1 (pelo TS) – Eu sugiro a esquerda, até começo a ir nesta direção.
Jogador 2 (pela mensagem de texto do TS) – Acho que meu microfone não está funcionando, tem que configurar algo em especial?
Jogador 3 (pelo chat) – Minha internet está ruim, estou ouvindo tudo falhado.
Mestre (pelo chat) – Jogador 3, eu disse que vocês estão em um corredor e o caminho se divide em esquerda e direita.
Jogador 3 (pelo chat) – Eu vou pela direita.
Jogador 1 (pelo TS sem acompanhar o chat e portanto puto pela demora) – Mestre você me ouviu? Fui pela esquerda.
Jogador 2 puto pois o mestre ignorou o chat do TS começa a colocar a fonte em negrito e caixa alta.
Mestre (pelo TS e já irritado) – Ok vocês vão pela esquerda.
Jogador 3 (via chat) – o que vocês estão dizendo? Vou pela direita.
Mestre (via TS) – O jogador 3 vai pela direita.
Jogador 1 (via TS) – Porra mas falei que ia pela esquerda, agora já to no meio do caminho…
Jogador 2 desconecta do TS e para de jogar.

Então recentemente um dos jogadores que não estava presente na primeira tentativa insistiu em jogar via TS, falei dos problemas e das vantagens e resolvemos tentar novamente. Chegou o dia, todo mundo perdeu 30 min instalando TS (porque ninguém lembra de instalar antes ^^) , e na hora H justamente o jogador que queria usar TS não podia, pois o firewall dele estava barrando por algum motivo bizarro. Voltamos pro chat e não se discutiu mais a questão.

E qual sua opinião? Existe uma dica mágica pra coisa funcionar via voz? Talvez campanhas que comecem via voz funcionem melhor? Vale a pena?

A idéia aqui não é fechar um discurso e sim debater. Duas situações traumáticas não servem como amostragem suficiente pra dizer que o método é ruim =)

Então vamos lá, comente!

Soulforge – Margaret Weis

Soulforge – Margaret Weis

Bom, se você não leu ainda a trilogia Dragon Lance Chronicles eu primeiro peço que, sem falta, você leia:

Ok, agora supondo que você já saiba ao menos quem é Raistlin Majere, eu irei falar de Soulforge.

Soulforge conta a infância de Raistlin Majere, até seu grande teste na Torre da Alta Magia. Pouco?
Além disso, esta história é essencial para entender e dar profundidade nos personagens da saga. Apenas com este livro é possível compreender algumas coisas que nas crônicas ficaram obscuras em relação a relacionamentos. Ah, mas se este livro vem antes da trilogia eu não deveria ler antes? NÃO! Ele foi feito para quem já leu a trilogia, vai por mim ^^

O único problema é que ele ainda não foi traduzido para o português (porra editoras porra!), mas para quem sabe inglês é um livro que não pode ser deixado para trás. E para deixá-los com inveja, eu tenho o livro versão capa-dura e, pasmem!, com o autógrafo da Margaret Weiss com o dizer “Mantenha a Magia” =)

A Viagem – Terry Brooks

A Viagem – Terry Brooks

Quando a minha esposa ainda trabalhava na revista Criativa era comum ela e suas colegas receberem livros para fazer resenhas. Alguns ocorria isto mesmo, outros iam para um balaio onde os demais funcionários pegavam e levavam para suas casas. Numa destas a Má me trouxe um livro chamado A Viagem – Ilse, a Bruxa. E posso adiantar, para estragar a surpresa, que foi uma descoberta muito prazerosa.

O livro de Terry Brooks mistura numa única aventura, magos, guerreiros, piratas de um modo muito gostoso e com diversas surpresas sensacionais. A saga é contada em três livros, Ilse, a Bruxa, Antrax a Criatura e Morgawr o Bruxo.

Ilse, a Bruxa

Um corpo com um mapa é encontrado, ao que tudo indica ele leva para uma terra longínqua onde pode haver uma magia inigualável. O druída Walker lidera uma expedição para esta terra, liderando um navio voador e repleto de piratas acostumados com o mar e o ar.

Antrax a Criatura

A Bruxa Ilse persegue Walker, seu protegido Bek e toda sua tripulação no novo mundo. Ao mesmo tempo que surge Antrax, uma criatura antiga e de poderes desconhecidos.

Morgawr o Bruxo

No último livro a saga chega ao clímax quando terão que enfrentar não somente Antrax como o temível bruxo Morgawr, também é neste livro onde todos os mistérios serão por fim revelados.

Conclusão:

Se ainda não está convencido de que valha a pena eu vou realizar um comparativo, esta trilogia está ao mesmo nível da trilogia de Dragon Lance na minha lista de melhores sagas já escritas =)

Finalmente testamos Mutantes e Malfeitores

Finalmente testamos Mutantes e Malfeitores

Bom antes de começar devo acrescentar que a tradução de Mutants and Masterminds para Mutantes e Malfeitores (MM) foi uma brilhante idéia. Ok, agora posso falar sobre o MM, não vou me prolongar até porque faz tempo que foi lançado. MM é um jogo de RPG usando D20 (embora diferente da maioria dos sitemas D20 ele é um dos poucos que SÓ usa o D20) para super heróis. Até ai ok, mas ele não é só isto ele foi uma bola dentro da editora Green Ronin (trazido para cá pela Jambô). Simples, fácil, suficiente. Isto, vale mesmo a pena conferir, demorei para testá-lo mas valeu a pena! Fazia muito tempo que não me divertia tanto numa partida de RPG, mudar do medieval para um sistema de super-herói foi um “super-salto”.

E fica a dica, quem for jogar no taulukko, use a ficha do Beholder Cego pra D&D 3.5, não é perfeita mas funciona.

Regra Alternativa Para Magia Desejo

Regra Alternativa Para Magia Desejo

wizard-wishMagia desejo é aquela lançada pelo gênio da lâmpada para realizar qualquer desejo de quem solicitou. No AD&D a magia era bem mais poderosa do que no D&D 3.5. Se o desejo fosse algo simples ele era realizado, se não ele poderia consumir 4 pontos de força do mago, 5 anos de sua vida ou até causar mudanças drásticas no universo, gerando até interpretações  erradas que poderiam prejudicar o conjurador.

O problema disto é que cada pedido era uma surpresa, tanto para o jogador quanto pro mestre e não raramente ambos saiam infelizes do resultado. As vezes o jogador por ter tido seu desejo apenas parcialmente atendido ou desvirtuado, ou o mestre com sua campanha destruída, ou ainda ambos. No 3.X esta magia tomou outro rumo, no 3.5 a magia desejo dá uma lista bem restrita do que ele pode fazer, além disso a descrição fala em distorção que leva novamente aos problemas citados antes.

Pois bem, certa vez topei com um artigo do D&D Wiki que se não me engano saiu na Dragon Magazine e que me inspirou a fazer esta regra, ela é bem semelhante (ao menos a 1ª e 2ª etapa, a 3ª muda completamente). A regra pode ser utilizada para D20 (qualquer versão até o momento) , Old Dragon e Path Finder. Todos os status da magia continuam o mesmo, ela apenas altera a descrição.

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Os Filhos de Húrin

Os Filhos de Húrin

filhos de hurin
-Você está estudando a bíblia moço? – perguntava um senhor de idade perto de mim.
-Não! Este é o livro do “Senhor dos Anéis” -eu respondia. E o idoso já sem interesse ia-se embora. Esta cena ocorreu-me mais de uma vez quando eu li a saga e isto foi muito antes de Gandalf se tornar um nome conhecido aqui no Brasil, pois era no começo da década de 90.

Outra coisa que ocorreu muito antes de alguém ouvir falar de Gandalf foi a triste história dos “Filhos de Húrin”, pois esta ocorre muito ants do surgimento dos grandes sábios ou wizards (magos).

A história de Turín filho de Húrin ocorreu na 1ª Era deste mundo, muitos milhares de anos antes da Guerra do Anel.
Naquela época, Sauron não era mais do que um borra botas de Morgoth (ou Melkor como ele era conhecido na Grande Música) e Húrin foi um humano que feriu seu orgulho. Com grande íra Morgoth jogou sobre Húrin uma terrível maldição, todos os filhos de Húrin teriam um terrível destino. Tudo que tentassem de bom seria convertido ao mal. Seus melhores amigos morreriam, e a maldição teria que se alastrar por todos os seus descendentes e à todos que fossem próximos.

Fora isto, Húrin sob o efeito do poder de Morgoth foi condenado a tudo ver com os olhos de Morgoth, Hurin veria a distorcida história de seus filhos.

É assim que começa a triste história de Túrin filho de Húrin e suas irmãs. Este livro é uma surpreendente viagem a tempos remotos e escrito por duas mãos. Digo duas mãos pois coube ao Christopher Tolkien (que vou chamar de Christopher) reunir todos os esboços de seu pai J.R.R Tolkien (a qual vou chamar de Tolkien) e criar uma história com começo, meio e fim.

Apesar disso em parte por respeito à obra do pai e outra por humildade (herdado certamente de seu pai), ele não assina a obra e no lugar disso na capa diz:
“Escrito por JRR Tolkien e organizado por Christopher Tolkien”

De qualquer modo Christopher fez um grande favor à literatura escrevendo os trechos que faltavam para criar esta obra, certamente a mais sombria do Tolkien.

A tradução brasileira é excelente e de tão boa deixa algumas falhas. Acontece que eles traduziram seguindo as recomendações de Tolkien e que nem sempre fica bem. Um exemplo é traduzir ranger para mateiro (argh!). Quem não sabe o que é um ranger entre os fãs de Tolkien levante a mão! Agora quem diabos sabe o que é mateiro?

Outra coisa foi a tradução de dwarves para ananos em vez de anões. Tolkien criou esta raça que tem o nome muito semelhante a dwarfs (anões) mas ao mesmo diferente para ninguém imaginar que é uma pessoa deformada e sim uma raça semelhante a humanos anões. Mas dai a criar ananos para ficar parecido com anões é foda! Novamente qualquer um que lesse anão no livro de Tolkien hoje em dia saberia perfeitamente do que se trata. Por conta desta besteira cada vez que eu lia “ananos” me dava calafrio.

E por último os poemas que foram apenas traduzidos e não adaptados para obedecer à rima. O que ocasionou um texto longo e sem graça nos apêndices. E pior, nenhuma nota do tradutor. Ainda assim o trabalho de tradução é notável e de boa qualidade.

O livro brasileiro é recheado de imagens fantásticas de Alan Lee que ilustra todas as cenas importantes. Só as imagens valeriam o livro, mas somando tudo cada página vale ouro.

4e’ será lançado em dezembro!

4e’ será lançado em dezembro!

dd4eEnquanto muitos ainda discutem se gostaram ou não da nova edição, a WoC não parou de trabalhar. Acabou de ser anunciada a primeira grande revisão da 4e. O livro vai ser lançado em dezembro e será compatível com o 4e, porém serão revisados os livros básicos do jogador ao livro dos monstros. Os livros revisados virão como sendo para D&D 4e’ (4st edition line).

Eu não consegui entender 100% do artigo em inglês pois havia muitos termos técnicos (do jogo) e eu não joguei com afinco a 4e ainda (minha culpa) mas pelo que entendi as principais mudanças são os seguintes:

Combate

Alterações tornarão ainda mais empolgantes os combates com personagens de alto nível (acima do 10) e impedir o efeito sleeping que ocorre quando cada personagem tem tanta coisa a ser feita que os demais se desconcentram até que a vez volte a eles.

Skill Challenge

Alguns valores sugeridos irão mudar, além de uma nova mecânica (mistério) que trará um novo ar ao SC.

Elfos

Agora os elfos serão de 4 tipos. Além dos 3 originais haverá um elfo alado, uma inspiração numa raça do extinto AD&D.

Monstros

Diversos monstros únicos ou raros foram alterados, tornando-se mais perigosos e com xp alterados. Diversos outros monstros tiveram algumas estatísticas diferentes.

Magias, Poderes, etc

Muita coisa nova porém 99% do que já existia manteve-se igual com leves mudanças e ajustes.

Capas

Todos os livros que serão lançados terão o fundo branco e cor verde clara e o logotipo do D&D será alterado para distinguir da edição anterior.

Rate de Evolução

Agora o mestre poderá acelerar ou frear a evolução do personagem de acordo com o tipo da campanha. Inclusive tem diferenças técnicas entre três configurações de velocidade que virão pré-definidas.

Compatibilidade

Totalmente compatível com a 4e. O responsável pelo lançamento Cristhopher (CF) deixou claro que o mestre poderá usar por exemplo o livro dos monstros novo, com livro do mestre antigo sem problemas. Só é necessário que não se tenha livros conflitantes (um livro do jogador de 4e e outro livro do jogador de 4e’). Porém ele deixa claro que as melhorias foram muitas e ninguém vai querer ficar de fora.

Insider

A versão eletrônica do jogo terá uma versão exclusiva para 4e’ com assinatura separada, de acordo com CF seria inviável ter ambas as regras funcionando em paralelo e simplesmente atualizar todas as regras do sistema poderia vir a perder muitos dados. Então a decisão acertada foi de que um novo servidor apenas com regras do 4e’ foi criado e quem já tem assinatura do 4e pagaria apenas 25% a mais para ter de ambos, e quem quisesse apenas de 4e’ teria que pagar então o valor do que hoje é cobrado no 4e.

E a 5e ?

CF deixou claro que não existe a mínima chance e vir uma quinta edição ou nova revisão tão cedo. De acordo com ele todas as edições do D&D precisam de um amadurecimento e no caso da 4e é o 4e’, falar em 5e pelos próximos 5 anos é algo no mínimo impensável. “O que queremos é criar produtos para 4e’ ” enfatiza CF.