Poder da fé? Agua Benta? Veja como se preparar para um ataque zumbi no vídeo tutorial abaixo!
Agradecimentos pelo Nao Salvo por ter compartilhado essa preciosicade ^^
Poder da fé? Agua Benta? Veja como se preparar para um ataque zumbi no vídeo tutorial abaixo!
Agradecimentos pelo Nao Salvo por ter compartilhado essa preciosicade ^^
As aventuras de Porto Livre (PL) lançadas pela Jambô são três volumes que formam uma campanha de 1° ao 10° level para sistema D20. O primeiro deles, Morte em Porto Livre, foi ganhador dos prêmios ENnie e Origins.
Faz algum tempo que ela foi lançada pela Jambô, mas eu não queria escrever o artigo antes de ter mestrado a campanha.
Este post irá tratar sobre vários eventos da primeira aventura e podem ser levantados muitos spoilers. Se você é jogador e não mestre, não leia o artigo até ter jogado ao menos uma vez a aventura.
Quando mestrei esta campanha, ela foi iniciada no começo de 2008 e terminou em maio de 2009, rendendo 29 sessões de jogos (aproximadamente 2 sessões por mês) somando os 3 livros e mais algumas aventuras inseridas entre uma e outra como comentarei adiante.
Os jogadores se divertiram muito e para o Mestre também é sensacional trabalhar com algo tão bem elaborado como PL.
O primeiro volume de PL se chama “Morte em Porto Livre“ e pode ser adquirido no site da Jambô. Este volume começa com os heróis chegando a PL, o que permite ao Mestre -aliás altamente sugerido se o grupo não for de cinco para cima – a fazer uma ou duas aventuras antes do primeiro volume para diminuir a chance de Total Player Kiler (TPK ou morte de todos do grupo).
Eu, no caso, mestrei duas aventuras explicando os motivos do grupo chegar em PL e coloquei uma missão que servia de gancho para entrarem na história da campanha.
PL é uma ilha que é rodeada de piratas por todos os lados. O primeiro volume conta toda a história de uma antiga civilização de homens serpente e sobre sua ruína. Além de contar como surgiu a civilização humana na ilha e como ela cresceu e se desenvolveu até o ponto do início da história. Então mais do que uma simples aventura, o livro de PL é um verdadeiro cenário de campanha.
PL não é uma cidade normal, é uma cidade de piratas, orcs e toda corja de gente com má intenções. E tudo começa quando os heróis colocam os pés em PL, pois dali em diante a cada esquina um assaltante, ou um aproveitador irá surgir tentando enganar os personagens. Esta é PL.
PL não tem um rei, tem um Lord do Mar. Este cumpre o papel de um rei controlando a cidade e, quando morre, (quer seja de morte morrida ou morte matada) ele a deixa para um descendente.
O atual Lord do Mar se chama Milton Drac e ele está construindo há mais de 10 anos (e está sempre dizendo que está para acabar) um Farol. Farol que é, além de tudo, uma alta torre batizada de “A Tolice de Milton“. Milton acredita que o Farol será um chamariz para o comércio da ilha e, por isso, ele diminuiu todos os custos que tinha para ver sua obra “faraônica” finalizada, o que inclusive significou diminuir a guarda da cidade praticamente a zero.
PL é também uma cidade política. Milton não toma todas as decisões sozinho. Existe um grupo de Conselheiros que ajudam a governar a cidade. E mais, o grupo nunca está de acordo. O que gera muitas intrigas, discussões e por vez ou outra misteriosos assassinatos.
Por conta da Torre sempre em construção, existe um forte comércio de mercadorias entrando em PL, muitas das quais para materiais básicos, e os donos desse tipo de comércio geralmente são ricos e importantes homens em PL.
Um mapa da cidade de PL acompanha todos os volumes de PL. Outro mapa que vem junto é do arquipélago Presas da Cobra onde a ilha da cidade PL fica.
Apesar da campanha não ser 100% linear, ela é bem organizada e bem “fechada”, de modo aos jogadores consigam chegar no final da campanha (se não morrerem ^^).
De forma resumida, eu poderia dizer que é uma aventura para resgatar o bibliotecário Lucius sumido há alguns dias, porém a trama se complica e começam a surgir novas coisas. Uma irmandade maligna e secreta, tramas políticas e traições.
O primeiro volume termina com o resgate de Lucius e a revelação do templo maligno. Mas, apesar das coisas parecerem terminar bem, não é o que parece…
A princípio deixe-me explicar que odeio começar a aventura com todos os personagens juntos. Gosto de fazer eles se encontrarem aos poucos e passarem algum tempo antes da história realmente começar. Isso faz eles darem valor aos parceiros do grupo e também soa menos falso pois você pode fazer com que os encontros sejam feitos aos poucos.
Então antes da campanha começar eu mestrei 2 outras aventuras. Uma no continente, onde eles se juntaram em um objetivo comum que os faria passar por PL, e outra na viagem para o arquipélago.
Outra mudança que fiz foi ter trocado os homens serpente por elfos negros. Mas isto eu fiz apenas porque na minha campanha soaria mais interessante. Nesse caso eu troquei todas as referências a serpentes por aranhas, e o deus maligno Inominado pela Deusa Aranha, mas mantive seus poderes e estatísticas.
Quando os personagens chegaram em PL eles estavam com média de level 2 e a dificuldade me pareceu bem equilibrada.
Uma ótima campanha para ser mestrada seja online – de forma que renderá aproximadamente 20 a 30 sessões – ou pessoalmente – de forma que renderá aproximadamente umas 6 a 10 sessões. Diversão garantida para os jogadores e mestres.
Aguardem a parte 2 e 3, em que falarei sobre os próximos dois volumes desse lugar fantástico.
Agora tratem de mexer esses traseiros gordos suas garotinhas e tratem de comprar Porto Livre em vez de gastar todo o ouro em Rum porque e há jogadores famintos querendo jogar! Yaaaaar!
Bom para quem conhece bem o Taulukko e usa IE deve ter notado que muitas funcionalidades são bloqueadas, além disso deve ter notado uma mensagem no início do sistema que avisa sobre isso e sugere a troca do navegador (imagem ao lado).
Normalmente o que todos os sites fazem é “bugar” o site para ele funcionar de uma maneira nos navegadores que seguem o padrão WEB e outra no IE. Isso gera maior tempo de desnenvolvimento e gera um site menos interessante apenas por conta de um navegador ruim, isso não foi feito no Taulukko.
Será verdade mesmo? Ou será que os desenvolvedores do Taulukko ganham uma grana por fora pra fazer propaganda dos navegadores, sobretudo do Firefox?
Agora é a hora da verdade, eu como principal desenvolvedor vou falar um pouco dos impasses, problemas, curiosidades que ocasionaram a decisão de barrar algumas funcionalidades para o IE.
Bom antes de mais nada vou levantar meu escudo que dá +10 em AC pois não seria justo eu nomear TODOS os problemas que ocorrem no IE e prometer ao mesmo tempo que o Taulukko iria ser construído sem compatibilidade em prol dos navegadores. Pois na realidade, se eu fosse pesquisar cada bug (que apareça no IE) até o final, do porque ele ocorre até sua não solução eu já estaria tomando tempo de construção do Taulukko por conta do IE. Então na realidade vou falar apenas dos erros onde rapidamente cheguei num entrave no IE e não houve pesquisa para corrigir o erro quando se constatou que era erro no navegador.
Acredito que o primeiro inconveniente foi o uso das propriedades min-height, min-width, max-height e max-width que tem em todos os navegadores menos no IE. Esta propriedade limita o tamanho de quase todos os componentes renderizados, e sem ela algumas telas passam a ter conteúdo sobre outros conteúdos, principalmente tabelas.
Outro problema comum no IE6 que foi ignorado nas primeiras versões do Taulukko, mas creio que agora esteja corrigido, é o problema de transparência de PNG. Arquivos de PNG aceitam cor com % de transparência, que significa que a imagem quando exibida poderá ser enxergada através dela (como se ela fosse pintada num vidro). Faz aproximadamente 10 anos que todos os navegadores, exceto o IE, permite o uso de transparência de imagens usando png. Porém o IE só é permitido usando um script que foi inserido a partir da versão 0.2.0 do Taulukko.
Mesmo assim o IE apenas emula o efeito de transparência, mas para isso ele carrega funcionalidades do DirectX na memória, tornando lento o efeito, ou seja, mesmo após todos esses anos o efeito de transparência não é 100% no IE, mesmo com scripts adicionais.
Uma das coisas que mais me fazem perder tempo no IE é sua inconsistência em sua engine quando ele parseia o HTML para código ou tela. O exemplo abaixo é simplesmente impossível de ser realizado no IE:
document.writeln(’’);
Mas este é um que demorei para descobrir o bug, quando descobri foi fácil solução. Para resolver bastou “bugar” o código para:
document.writeln(’<’ + ’script>’);
document.writeln(’alert("teste")’);
document.writeln(’<’ + ‘/’ + ’script>’);
.
Agora difícil é explicar porque um script funciona e outro não.
Esse problema é um erro do navegador IE na função javascript appendChild. É um erro conhecido pela MS mas até então não corrigido.
O erro ocorre quando ele tenta criar uma linha numa tabela. Se você vai criar toda tua tabela dinâmicamente pode fugir desse erro assim:
Solução do Devlog
Caso você vá criar linha a linha infelizmente o erro vai aparecer cedo ou mais tarde, este erro impede por exemplo que as páginas do Taulukko para criação de campos de Template, e pesquisas de Template funcionem corretamente.
Algumas telas que foram modificadas devido ao erro do IE foram colocadas na leteral do post. São elas, edição de templates, edição de campos e busca de templates.
O IE entende de HTML tanto quanto minha mãe, ele não consegue renderizar um div corretamente nem que ele viesse com manual em português.
Ao lado você pode ver um dos inúmeros erros que ocorrem na renderização do IE e não ocorrem nos demais navegadores.
Uma única tela foi bastante modificada para dar suporte ao IE, esta tela é a tela de sessões. Pois entendemos que no mínimo esta tela deveria ser suportada quase 100%.
Se esta tela não fosse modificada ela nem chegaria a carregar. Dando erro, inexistente, de script. Uma das grandes frustrações aliás foi nesta tela, pois para o IE aparece a mensagem ao lado, onde avisa que ela demora mais do que nos demais navegadores. E é verdade. Existe um bug no IE que afeta os usuários da tecnologia chamada DWR Ajax Reverse onde o sintoma é que o uso da CPU vai para 100%. Para aliviar esse problema tivemos que limitar a atualização nos navegadores IE o que dá a sensação de lentidão algumas vezes, tentamos deixar o mais imperceptível possível mas ainda assim alguns momentos isso se torna evidente.
Uma prova cabal dos erros do IE é o projeto IE7.js do Dean Edwards e IE8.js que tentam fazer teu IE se comportar como IE7 e IE8 respectivamente. O que chega a ser uma vergonha, em vez da MS se mexer para corrigir os bugs, um projeto de outro desenvolvedor o corrige via jscripts.
Além do que mostrei acima me recordo de centenas de pequenos ajustes apenas para ficar possível abrir no IE com a aparência semelhante do que aparece nos demais navegadores.
O IE8 foi solto no mercado de forma definitiva no dia 19 de março, a menos de 15 dias e nenhuma versão do Taulukko saiu depois disso (apenas algumas revisões). Apesar dele passar no Acid Test 2, ele tem apeanas 20% no Acid Test 3 enquanto o Firefox tem 73%, Chrome 78%, Opera e Safari 100%.
Outra coisa negativa do IE8 que ele por padrão não é compatível com os sites que respeitam as regras do W3C. Para tornar ele um pouco mais compatível você precisa escolher instalação personalizada e escolher “Não desejo usar as atualizações do Modo de Exibição de Compatibilidade”, obviamente o usuário comum não saberá disso e escolherá a instalação expressa o que tornaria o navegador IE mais incompatível ainda com o Taulukko e sites que seguem os padrões WEB.
Independente da opção escolhida, nenhum dos bugs acima você verá corrigido, principalmente o problema de appendChild que impede de abrir corretamente a maioria das páginas do Taulukko (referentes ao novo módulo de templates).
Se para cada bug do IE tivéssemos parado de desenvolver para corrigir o bug, estaríamos na versão 1.6 e a versão 0.2.0 que nos deu as fichas não teria sido lançado ainda, enquanto eu já estou preparando a versão 0.3. Isso significaria remover funcionalidades não somente dos usuários do IE mas de todos os usuários, no lugar disso preferimos apenas remover as funcionalidades não suportadas no IE e modificar apenas o essencial.
Esperamos que um dia a MS seja madura o suficiente para fazer um navegador competitivo que obedeça os padrões do mercado de modo a permitir os desenvolvedores criarem 1 site, e não 2 (um para IE e outro para os demais).

Esta terminando o dia 25 de março, e como tal o dia que se comemora a queda de Barad-dûr e o final da Guerra do Anel. Você não sabe o que isso significa? Então é provavelmente porque você nunca leu Tolkien, ou talvez nenhum dos livros dele, correto?
No fantástico mundo de Tolkien apenas uma foi maior que a Guerra do Anel, e por isso o motivo de ser retirado do mundo imaginário para o mundo real esta data festiva. A data do início da Era dos Homens.
No mundo real, comemoramos, claro, como o Dia de se Ler Tolkien e um dos primeiros a começar com isso foi Fabiano do Vorpal.
Como ele eu escolhi um texto para colocar no blog, um texto de Tolkien que tenha me marcado.
E claro não poderia escolher outro trecho do que as primeiras frases do livro o Hobbit.
“Numa toca no chão vivia um hobbit. Não uma toca desagradável, suja e úmida, cheia de restos de minhocas e com cheiro de lodo; tampouco uma toca seca, vazia e arenosa, sem nada em que sentar ou o que comer: era a toca de um hobbit, e isso quer dizer conforto.”
É desse jeito mágico, quase por acidente, que Tolkien fala pela primeira vez sobre a fantástica raça que ele criou, os hobbits. E, do mesmo jeito que Bilbo, você é arrancado mesmo sem querer de sua casa e levado para aventuras fantásticas num mundo antes totalmente desconhecido.
Este é Tolkien, e o trecho que escolhi foi do Hobbit.
Faz um pouco mais de um ano que Gary Gygax nos deixou. Independente disso, e até por uma estranha coincidência, também no mesmo dia 4 de março é internacionalmente comemorado o Dia do Mestre .
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Bom, em homenagem ao Gary o Taulukko desde seu surgimento nomeou a rolagem de 20 no dado de 20 faces como GG
E para os Mestres fica a dica da maravilhosa ficha de D&D 3.5 criada pelo Beholder Cego para vocês analisarem.
Costumo brincar, quando passo muito tempo sem conseguir parar para ler notícia (quem lê tanta notícia?) que, se o presidente morrer, eu nem vou ficar sabendo. Pois desta vez foi muito pior. Depois de semanas afundada em trabalho, quando finalmente arrumei uns minutos para navegar, descubro que o pior aconteceu.
Não que já não houvesse sinais. Eles estavam aí para todo mundo ver. Os mais nerds já tinham até preparado arsenais e estratégias de sobrevivência. Já tinha lido alguns com aquele ar de “por que raios estão discutindo isso como se pudesse um dia ser real?”. Merda. Eu devia ter lido com mais atenção.
E, como esperado, foi justamente nos blogs mais nerds que descobri. Ninguém sabe como tudo começou, mas há algumas teorias. Nós, aqui nos confins do Sacomã, felizmente ainda estávamos a salvo. Foi por pouco. Eu estava buscando nos blogs de rpgistas mais notícias para saber quem ainda estava vivo (em SC, pessoal tá segurando as pontas; o Paraná está tomado; será que a Elisa resistiu lá em João Pessoa? Precisamos avisar Rafaella e Dinart, lá em Campina Grande, para se prepararem; será que algum amigo parecia doente esses dias?). Enquanto lia e pensava no melhor lugar para onde podíamos correr, ouvimos barulhos vindo do alto da ladeira onde moramos.

Quando olhei pela janela, eles estavam descendo a rua em bando. Uma horda de zumbis trazendo a destruição ladeira abaixo. Me lembrei das primeiras aventuras que jogamos com o Tchelo em Ravenloft. A “pequena” diferença era que, lá, eu era uma guerreirona fodona combada de 6º lvl, que desceu a espada cortando cabeças de zumbis na seqüência que um Trespassar Aprimorado permitia.
Aqui, eu era apenas uma magrela de menos de 50 kg que mal acerta uma barata com uma vassoura. Não dava tempo para pensar. Precisávamos fugir, e rápido. Peguei bolsa, celular, algum pão velho que estava ainda na mesa da cozinha, enquanto o Edson corria para buscar as chaves e abrir o portão. Por sorte, o tanque do nosso praguinha estava cheio. Abri a porta, o cachorro entrou correndo (já devia estar farejando o perigo esse nosso pequeno caçador. Parece que animais não são afetados. Tomara), e conseguimos fugir a tempo. Zumbis são lentos, são lentos, fui repetindo enquanto dirigia sem rumo.
Para onde iríamos? Só tinha conseguido ler notícias de outras cidades! Como será que estava o restante de São Paulo? Ligamos para o Tchelo para saber se podíamos nos abrigar na casa deles. Podíamos. Ufa.

Quando chegamos perto da Paulista, porém, parecia dia seguinte a vitoria de time de futebol em campeonato. A região do Paraíso estava devastada. Como não tínhamos encontrado sinais deles até ali, eles só podiam estar vindo da Consolação. E agora? que caminho fazer? Meu Deus! O Kenzo mora por aqui! Foi só no que conseguimos pensar. Largamos o carro ali mesmo e corremos para o prédio do nosso amigo.
Estava tudo destruído. O portão aberto à força e restos de corpos pelo chão. Subimos os mais de dez andares pela escada com nosso fôlego de casal sedentário, tentando encontrá-los pelo celular, que nem chamava. Essas porcarias sempre falham na hora em que mais precisamos delas. Eles não estavam mais no apartamento. Teriam sobrevivido?
Recolhemos algumas bolachas que estavam pela mesa, uma garrafa de Coca-cola (eles não têm água, mas sempre têm Coca na geladeira…) e voltamos ao plano inicial. Quando chegamos à rua, nosso carro não estava mais onde deixamos. Algum desesperado deve ter usado para fugir. Fizemos o mesmo. Uma pick up estava a um quarteirão dali com a porta aberta. Assim que nos aproximamos, pudemos ver o motivo. Havia um corpo a poucos metros dali totalmente destroçado. Mal dava para notar que tinha sido uma mulher, não fossem suas coisas esparramadas por perto: bolsa, sapatos, celular rosa e maquiagem. Muita maquiagem espalhada. Perua.
Enquanto subíamos na pick up, pudemos ver a horda de zumbis rondando a Paulista novamente. Eram muitos. Famintos.
A chave ainda estava no contato. Pickups são o inferno para mim, que sou baixinha. Mal alcanço o o pedal, mas na hora nem notei. No caminho, ela me foi útil. Tinha ainda aquelas grades no para choque, que me serviram bem na hora de atropelar alguns zumbis no caminho. Por sorte, consegui encontrar só alguns desgarrados na região dos jardins. A horda estava mesmo na Paulista.
Com muita sorte, chegamos vivos na casa do Tchelo e da Lina. Eu, marido e o cachorro. Mal pudemos esperar o portão abrir, acabamos amassando toda a lataria de cima da pickup. Ainda bem que moram no primeiro andar. Enquanto eu gritava por eles lá de baixo, o marido subiu as escadas correndo para ajudá-los a pegar o máximo de suprimento que pudessem.
Enquanto espero por eles, dou uma olhada na mochila do marido-nerd para ver o que ele tinha conseguido pegar e encontro seu notebook. Que raios de marido nerd que carrega o notebook até numa situação dessas? Aproveito os poucos minutos que tenho para escrever esta mensagem de alerta aos que conseguirem me ler. Quando conseguirmos roubar um wi-fi qualquer no caminho, publicamos.
São Paulo está tomada. Do que vi, uma horda ronda a Paulista e outra chega do ABC lá pela região de Heliópolis. Fujam como puderem.
Obs.: Este post faz parte do meme Dia Z, iniciado no Pop Dice e seguido por diversos ótimos blogs de RPG. E é, claro, tudo ficção. 😉
Obs. 2: As artes que ilustram este post foram tiradas da ótima revista Cão #3 (capa ao lado), que narra justamente uma invasão de zumbis na avenida Paulista. Na mesma revista, você encontra mais desenhos da Rafaella Ryon. Para saber mais sobre a Cão e pedir um exemplar, entre no site da Vermis.
Obs. 3: As fotos que ilustram este post são retiradas do Flickr e registram a Zombie Walk que rolou em Sampa em 2008. Para conhecer outras fotos dos autores, clique nas imagens.
Obs. 4: Infectamos o Tchelo e a Lina, do RPG Planet, e o Kenzo, do Oznek. Boa sorte!
Coisas doidas que descobrimos via Twitter. Faz uns dias que um nome estranho começou a seguir o twitter do Taulukko. Fui lá ver o que era, curiosa que sou, e descubro um RPGzinho muito curioso de que nunca tinha ouvido falar, apesar de já ter uns bons anos.
Essa obscuridade tem nome de comida húngara: Ghoulash. E é, na verdade, uma versão estilizada do bom e velho Batalha Naval que, céus, meu pai jogava quando era criança. rs. E, claro, não tem nada a ver com o tal prato, mas com um monstro conhecido do RPG: o ghoul. Argh.
O site é cheio de informações (tem até camisetas!) e tem um vídeo engraçadíssimo de divulgação. Saca só:
Essa figura muda ali do lado é o filho do cara que criou tudo. Acredite se quiser.
Feito para jogar a dois, ao mesmo tempo, o jogo é bem divertidinho e prático. Cada um precisa apenas de um papel de jogo, um lápis e uma prancheta. Dá para baixar lá do site um test-drive do bagulho.
Cada folha tem um grid de movimento e um de obstáculos. Cada um marca no grid de obstáculos um número de Ghouls, de kits que primeiros socorros, buracos, zonas de fragmentos e uma caixa. E, no mapinha do corpo do Ghoul, cada um marca seu ponto fraco.
Depois, é hora de se movimentar. Cada um marca no grid de movimento por qual caminho ele decidiu buscar a tal caixa. O objetivo é pegá-la e levar de volta ao quadrado 1A. O primeiro que fizer isso, ganha.
A cada movimento, o “mestre” vai dizendo o que o jogador encontra no caminho. Cada uma das coisas que ele marcou antes traz uma conseqüência.
O kit de primeiros socorros cura, o buraco faz perder a vez, a zona de fragmentos causa dano e, finalmente, encontrar o Ghoul significa combate.
A batalha se dá na tentativa e erro. O jogador chuta um entre os quatro possíveis pontos fracos do Ghoul. Se errar, toma dano. Se acertar, mata o bicho.
O jogador morre quando toma um determinado número de dano (varia de folha para folha).
Simples e divertido. 🙂 Alguém já conhecia esse joguinho?
Sempre é momentos antes daquele crítico contra você, ou daquele erro crítico seu que saem as melhores pérolas numa mesa de RPG. São as frases faladas momentos antes da morte de seu personagem. Abaixo uma seleção engraçadas das melhores que me ocorreram.

“- Obrigado Silver por me ressuscitar.”
(meu amigo David, acredite ele morreu logo em seguida)

“- Achei minha espada!”
(David , ao achar a sua espada Dançarina nas mãos do ladrão. O que ele não sabia era que ele seria usado como bainha logo em seguida)
“-Mas… tem certeza que eu não tenho direito de um teste de constituição ?”
(Diego desesperado por um save or Die)

“-Eu passo.”
(David, antes de passar por um Portal de Desintegração )
“-Eu também.”
(Leandro , antes de passar pelo mesmo Portal)

“-Como o único xamã da cidade foi aparecer na minha frente justo quando eu estava transformado em zumbi?”
(Diego, quando foi desintegrado pelo poder da fé)
“-Não nos ataque!!”
(Eu , alertando uma Morte Menor)

“- Desista Beholder!”
(Fernando )
“-Esta maldita desintegração ainda vai me mandar pro caixão!”
(Fernando)
“-Não se intrometam! Dele eu cuido sozinho.”
( Leandro antes de enfrentar um Colecionador de Itens de 15o nível de Mago/Guerreiro)

“- Se eu sobreviver vou acordar evil todos os dias pela manhã.”
(mago que por motivos de RP acordava 50% dos dias bonzinho e 50% maligno.)
Conte as melhores de sua mesa também =)
Hoje estou aqui para dar uma receita e, antes que me taquem um ovo para ajudar no processo, pergunto, e por que não?
Todo jogo de RPG vai aquela “cambada” de amigos mortos de fome para assaltar a geladeira de sua casa. E o que eles comem? Tudo, oras! São como gafanhotos! De bolachas a feijão com arroz, nada sobra na geladeira e armários.
Logo, nada como uma receita boa e barata. E claro, cachorro-quente (ou pão com vina como os curitibanos chamam) é uma das mais usadas.
Mas claro que, no caso, vou dar uma dica com um toque especial. Anos de estudo alquímico me levaram à receita abaixo:
Porção: 6 Pessoas
Tempo de Preparo: 45 min
Igredientes: 1/2 kg de tomate, 1/2 kg de cebola, 8 folhas de louro, 1 colher de sopa de pimenta do reino, 1 colher de sal, 100g de azeitonas picadas, 18 “vinas” (salsichas de dog), 18 pães de dog (substituível por pães franceses) e o trio catchup, mostarda e maionese (claro!).
Modo de Preparo:
Pique a cebola e refogue em óleo, junte o tomate e deixe cozinhar até formar um molho. Enquanto o tomate refoga coloque sal, pimenta do reino, azeitonas e as folhas de louro. Mexa de vez enquando até o molho ficar bem refogado (borbulhando).
Enquanto o molho é preparado, deixe em uma panela separada as vinas cozinhando.
Pronto! Agora é só servir!
Catchup, Mostarda e Maionese são igredientes indispensáveis no final do processo.
Se desejar, opcionalmente coloque à disposição farofa Yoki e pimentão verde picado, fica bom para colocar junto com o molho.
Bom apetite!
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