Ouro Preto e reflexão

Ouro Preto e reflexão

RPG e Preconceito
RPG e Preconceito

Domingo os quatro jovens  que foram acusados pela morte da garota Aline foram julgados inocentes e absolvidos por total falta de provas. Era freqüente ouvir falar sobre como um macabro ritual de magia negra durante um jogo de RPG causou a morte de Aline.

Hoje, oito anos depois ficou constatado que dos quatro jovens apenas um realmente  jogava RPG.

Poderia se dizer que  o delegado que acusava os jovens era extremamente religioso e contrário a prática do jogo de RPG, contrário a crenças não cristãs e resolveu colocar a culpa no jovem RPGista, no jovem roqueiro e nos seus amigos. Mas a verdade não é tão simples, se o delegado realmente acreditasse na culpa dos quatro ele teria, por exemplo, levado para análise uma camiseta suja de esperma do assassino para provar que o esperma pertencia a um três réus homens.  Mas não, a camiseta foi “esquecida” durante oito anos até perder qualquer pista plausível.

Também não foi investigado um rapaz que andava de bicicleta no dia do crime com a camiseta suja de sangue, rapaz que as testemunhas disseram não ser nenhum dos quatro.

Também não foram investigadas as ligações anônimas ameaçando uma das testemunhas, e nem as unhas da jovem morta que teria arranhado o assassino (e portanto teria evidências sob a unha para comprovar o dna do verdadeiro assassino).

Coisas como estas implicam que alguém estava sendo protegido, quem? Jamais termos resposta, mas no mínimo o delegado deveria ser afastado e investigado.

Durante estes oito anos diversos jogadores de rpg sofreram preconceito por conta de sua brincadeira, enquanto diversos de jogadores de Truco se envolvem diariamente em brigas nos bares do Brasil. Porque a mídia não fala nada sobre o Truco? Porque penalizar uma diversão barata e saudável que mais contribuiu do que fere?

Pode um rpgista ser um assassino? Sim pode, mas certamente ninguém pode ser considerado assassino apenas por ser um jogador de RPG. RPG não tem qualquer ligação comprovada com qualquer malefício.

Também ficou constatado na mídia o preconceito contra satanistas.  Por mais que eu seja evangélico, as pessoas precisam entender que os rapazes mesmo que fossem satanistas, não fazem deles automaticamente culpados.  Ser satanista pode ser um duro golpe para alguém cristão como eu, mas isso não o torna automaticamente culpado por nada.

Até quando as pessoas vão continuar acusando sem provas devido a seus preconceitos? Teriam a justiça liberado estes pobres rapazes se eles fossem todos rpgistas? Ou pior, se fossem rpgistas e satanistas?

A lei não pode colocar crenças, gostos na balança.  O culpado tem que ser culpado, inocente tem que ser inocente e nossos medos e crenças ficarem muito, mas muito longe do nosso senso de julgamento para que nunca prevaleça o preconceito.

Mistério:

Se não foram os antigos acusados quem foi? Porque o delegado chefe não fez corretamente a investigação? O pai do acusado Edson disse que processará o estado pelos danos morais que seu filho e família sofreram, seu filho disse que o caso só não terminou de maneira melhor pois o verdadeiro assassino ainda está a solta.
No site do D3 System alguém faz um comentário se intitulando como pai de um dos acusados e faz fortíssimas acusações contra o delegado chefe Adauto Corrêa. Segundo o comentário “o delegado estaria acobertando um traficante filho de um deputado local, e que propositalmente teria colocado os jovens e atrapalhado as investigações que poderiam fazer chegar ao verdadeiro culpado. ”
Se não for verdade, no mínimo beira a extrema má vontade e estupidez a forma que o caso foi apurado. A própria promotoria pretende fazer novas investigações a cerca da investigação e dos delegados envolvidos, principalmente sobre o Adauto Corrêa pois não entende porque o processo foi levado adiante se não haviam provas contra os réus.

No site do Melhores do Mundo, o editor Del Debio colocou uma carta mostrando como foi o processo. Nesta carta ele demonstra o quanto o RPG regrediu devido ao preconceito e mostra como foi o caso de Ouro Preto e como várias evidências e testemunhas foram ignoradas, deixando mais suspeitas sobre o então delegado Adauto Corrêa. Aparentemente o verdadeiro motivo da morte não era o RPG e sim drogas, a garota foi encontrada com teor de drogas no sangue e isto foi ignorado, assim como testemunhas que a viram com traficantes na frente da porta do cemitério pouco antes do assassinato. O fato da menina ser viciada em droga, que tinha teor de droga no sangue e que o fato foi ignorado foi confirmado pelo site do Ouro Preto Notícias.
Um dos jurados deu uma entrevista e ele afirma que não haviam provas, que não se podia colocar inocentes atrás das grades.
Para reforçar o encobertamento a incompetência do delegado existe o caso da parede da república que estava escrito “Alugam-se Corpos”, pichado pelos moradores como protesto pelo custo do aluguel. O delegado usou isso como prova (???) sugerindo talvez que os corpos eram de pessoas mortas, a jornalista Fernanda Lizardo que acompanha o caso desde o princípio contou no post do Felipe Amorim o seguinte trecho:

Lembro-me de um dia ter ido à delegacia para apresentar um depoimento ao delegado Adauto Corrêa a respeito de uma fita cassete e uma frase escritas no muro da república Sonata (elas as estavam usando como “prova do crime”, sendo que eu tinha explicações claras sobre o absurdo que era utilizar tais artifícios como indícios). A frase que ouvi dele foi: “Você não vai estragar minha tese. Eu já tenho os culpados e pronto.”

Censura:

Desde a ditadura nada é censurado no Brasil, ou quase nada.  Por conta do caso de Ouro Preto há 8 anos o RPG vem sofrido uma espécie de censura-light . Um livro como Vampiro a Máscara é vendido no mercado com um alerta de que é impróprio para menores de 18 anos,  já um livro bem mais pesado como “Entrevista com Vampiro” ou “Vampiro Lestat” é livre porque não é de RPG. RPG É CULTURA, deveria ser incentivado pelo Ministério da Educação, mas por causa da cobertura da mídia no caso de Ouro Preto, tivemos um retrocesso de 30 anos! Era como se os livros de RPG estivessem sendo vendidos em 1980!!!! E que fique bem claro que não estou dizendo que livros devem ser censurados, pelo contrário! Livros são fontes de cultura e aprendizado, devem continuar (ou deveria continuar) livre a leitura de qualquer tipo de assunto.

Outra forma de censura é caracterizar o RPG como simples jogo! Não, não é! É uma coisa cultural! Enquanto simples jogo, muitos  RPGs são barrados pois necessitam de acessórios que vão de dados a peças de plásticos que custam muito para importar ou produzir por conta das taxas. RPG não deveria ser taxado como um jogo normal pois diferente de um carrinho a controle remoto ele trás benefícios culturais!

A pessoa que aprende um jogo de RPG aprende a ler, aprende matemática,  fica entusiasmado em escrever, desenhar e outras artes! RPG é fundamental para disseminar a cultura e deveria ser aplicado em todas as escolas! Existem diversos estudos mostrando o quanto o RPG ajuda na educação e pesquisas feitas pelo governo poderiam comprovar o que já se sabe, RPG reduz o número de crianças e jovens em crimes e não o contrário como tenta demonstrar a mídia com o exemplo de Ouro Preto.

RPG Proibido:

Para piorar existem 3 cidades no Brasil que o uso, venda e transporte de material de RPG é proibido! Olha que absurdo! As leis que foram aceitas, foram sugeridas por conta do caso de Ouro Preto, caso que como foi dito foi posto em terra recentemente por total falta de provas contra os acusados. Ou seja, uma lei totalmente embasada numa farsa. Agora, não somente para este caso, como podem aprovar uma lei que usa como argumentação um crime que nem foi julgado? Fica a pergunta.

Conclusão:

Também que não sejamos ingênuos de achar que NUNCA ocorrerá de um RPGista se envolver num crime, mas com certeza podemos defender que será muito menor do que pessoas envolvidas em jogo de futebol, skate e qualquer esporte ou evento que ocorra fora de casa (primeiro por RPG não ser competitivo o que evita briga de gangues e segundo por ser em local fechado, evitando atrito com pessoas de fora). e se estes esportes e jogos são benéficos (e o SÃO), porque não o RPG? Todos nós usamos nossas diversões como válvula de escape e uma pessoa com desvios psicóticos não seria diferente, então o RPG não é um repelente de pessoas malucas e destrambelhadas. Mas daí acusar o RPG disso chega a ser pior do que eu dizer que devemos impedir que homens pratiquem ginecologia visto que recentemente um médico ginecologista foi acusado de estuprar e matar a paciente. Tenha dó!

Acorda Brasil!

Comentário feito no D3 System pelo usuário edson lobo de aguiar:

Desde o inicio que percebi as manobras do Delegado Adauto Correa.

Aconteceu que três dias depois do crime, quando fui levar meu filho para ser ouvido, um jornalista que me reconheceu como Escrivão da Divisão de Homicídios de Vitória, me passou a informação que o Adauto Correa respondia por atentado violento ao pudor e ameaça de testemunha no curso do processo em Mariana.

Deixei meu filho em Ouro Preto, pois nada devia, e no dia seguinte ele o intimou dizendo que tinha pista do assassino e se ele poderia ajudar, explicando para ele o que é RPG. Ele achando que estava ajudando, assinou declarações explicando o que é RPG, e na saída da DP, foi ameaçado por dois irmãos da Vítima, o Daniel e Carlos Eduardo, enquanto a Globo os filmava às escondidas, a mando do Delegado. Meu filho me ligou e mandei que retornasse à Delegacia, registrando a ocorrência da ameaça, e retornasse ao lar materno.

O Delegado armou tudo inclusive, para mim, sem exageros, encontrou a vítima em posição fetal, e a colocou na lápide na posição como se crucificada estivesse, na cumplicidade dos peritos subordinados a ele(veja as fotos do laudo pericial de encontro do cadáver, que mostra claramente que mexeram no corpo da vítima), e alegavam sempre a cada parágrafo, que deixavam as conclusões para a investigação subjetiva, levada a termo pelo Delegado, que a direcionava para o RPG (túmulo ao lado com o nº.: 13, etc).

Agora, como suspeito está o Delegado Adauto Correa, de participação de uma advogada, morta em sua residência na rua Direita em Ouro Preto, com um tiro na nuca, além de mais um homicídio naquela cidade, e participação em roubo de carga de materiais de informática. Pergunto? Onde está a Corregedoria da Polícia Civil de Minas Gerais, que não age, para colocá-lo atrás das grades, onde merece estar. Retiraram um relatório de minha lavra do processo, desentranhando-o, pois comprometia até o Juíz Magid Lauer Lafeur, com quem, em parceria com Adauto Correa, extorquiram diversos cidadãos de bem daquela Cidade Mineira.

Dia 25 de maio de 2009, esteve lá no fórum o Delegado Adauto Correa, vindo de Pirapora, onde está localizado atualmente, e comentou com serventuários da Justiça, que tão os quatro “bodes expiatórios” fossem condenados, iria passar o “rôdo” em todos, para que seus crimes não fossem descobertos, pois está acobertando o assassino, sobrinho de um Deputado Federal, que reside em Conselheiro Lafaiete, cujas fotos estão no bojo do processo e muito mal investigado.

O Delegado foi até promovido. Só não esperava que eu estivesse a seu lado e ouvi seus comentários maldosos em dar cabo dos indiciados, quando percebeu a minha presença, saiu do fórum, igual a coelho assustado, e não retornou mais no dia 01/07/09. Ah! Seu Adauto, como queria te ver. O Juiz Magid e você foram promovido às custas de nossos filhos. Como pode estar passando “batido”, um bandido da sua marca? Pergunto mais uma vez? Onde está a Corregedoria da Polícia Civil Mineira? Será que terei que acionar a Polícia Federal para investigá-lo?

Você, Adauto, indiciou a Camila, prima da Vítima, só por causa de míseros R$ 2.000,00, que o pai dela, o Sr. Orfano, não quis lhe dar. Queria ter o prazer de sair da minha posição, só para lhe dar uns bons tabefes, mas merece muito mais que isto, prisão perpétua se existisse no país, e minha educação, não me permite tais deslindes.

Fica mais uma vez, meu protesto por longos oito anos, que nos marcarão por toda nossa vida.

Trecho da carta do Del Debio no site Melhores do Mundo:

(…)
No dia 10 de outubro de 2001, Aline Silveira Soares viajou do Espírito Santo com sua prima e alguns colegas para Ouro Preto para participar da “Festa do Doze”, que é uma espécie de Carnaval fora de hora entre as faculdades da região, com R$40,00 e a roupa do corpo para passar três dias.

Segundo o laudo, Aline consumiu drogas durante o dia anterior ao de sua morte. Esta informação foi confirmada por diversas testemunhas que também participavam da festa, em Ouro Preto (testemunhas que foram solenemente ignoradas pelo delegado Adauto Corrêa após as investigações tomarem o rumo circence). Aline não tinha dinheiro e acreditou que conseguiria fugir do traficante sem pagar pela droga que consumiu, mas no dia de sua morte (14 de Outubro de 2001), foi abordada pelo criminoso no caminho de volta para a república onde estava hospedada (o cemitério fica exatamente no meio do trajeto entre o local da festa e a república). Testemunhas (que também foram ignoradas no inquérito oficial) disseram ter visto Aline conversar com um conhecido traficante da cidade na porta do cemitério algumas horas antes de sua morte.

De acordo com especialistas em crimes relacionados a drogas, Aline provavelmente teria se oferecido para ter relações sexuais com o traficante para pagar a dívida, pois as roupas da garota foram encontradas “cuidadosamente dobradas e dispostas ao lado do local do crime, sem nenhum indício de violência ou de coerção”. Aline tomou o cuidado de deixar suas sobre uma das lápides, dobradas com a jaqueta por baixo, para que não sujassem.

Ainda segundo o laudo oficial da perícia técnica, durante a primeira facada que Aline recebeu, o corpo estava na posição acocorada, popularmente conhecida como “de quatro”. Segundo especialistas em crimes de estupro, o traficante provavelmente teria tentado obrigar Aline a realizar sexo anal, que possivelmente foi rejeitado pela garota, resultando no primeiro golpe com a faca. O traficante, tendo ferido Aline seriamente, não viu alternativa a não ser terminar de matá-la. Para disfarçar, o assassino colocou o corpo de Aline em posição deitada sobre a lápide (pelas fotos da perícia e rastros de sangue, pode-se atestar que o corpo foi movido APÓS a sua morte) para tentar atrapalhar as investigações.

Quando o corpo foi encontrado, os policiais começaram as investigações pelos locais em que Aline se hospedou e em uma das repúblicas foram encontrados alguns livros de RPG, que o delegado, evangélico confesso, classificou como “material satanista”. A partir disto, um vereador oportunista chamado Bentinho Duarte (sem partido) viu nisso uma chance de se promover realizando terrorismo psicológico e, junto com o Promotor Fernando Martins (conhecido por ter tentado proibir a distribuições de jogos como Duke Nuken e Carmagedon), moveu ação contra as empresas Devir Livraria e Daemon editora tentando a proibição de 3 títulos (Vampiro: a Máscara, Gurps Illuminati e Demônios: a Divina Comédia).
(…)

Outros Links:

Felipe de Amorim – O Caso de Ouro Preto – Incompetência e Preconceito
Campanha – Bom é Jogar RPG – Site explicando o que é o RPG e incentivando a sua prática
Obsrevatório da Imprensa
Carta aberta a Rede Globo
Guerra Dracônica – Justiça Para o RPG
Entrevista com ex acusados
D3 System- Outra Face
Projeto Continium

16 comentários sobre “Ouro Preto e reflexão

  1. Pingback: Caso Ouro Preto
  2. E nosso Ministro da Cultura? Não vi uma só palavra dele a respeito desse assunto.. será que ela ao menos sabe o que é RPG?
    Achei muito bom MESMO seu texto, e acho que tem qualidade e clareza suficiente para ser enviado ao ministro ou outra autoridade competente.
    Deveria também enviar seu texto para o jornalismo da TV Cultura, que acredito ser a ÚNICA que ainda vale a pena acreditar.

    Existe muitos tipos de cultura no Brasil, e RPG é uma delas! Parece que nosso país é só de samba, capoeira, candomblé e favelado batendo em lata!

    Um granda abraço, e parabéns!

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  3. Eu diria que esse delegado sequer era cristão, pois ja deveria partir do princípio cristão do não julgamento precipitado: “Não julgueis, pois com a mesma moeda com que julgardes, sereis julgados.” Ele vai ter sua recompensa, podes crer. Mas como você mesmo disse: era um religioso e religiosos sequer seguem suas próprias religiões, ao contrário, está mais disposto a guerrear contra outros e ignorar totalmente a coexistência.

    Excelente post. Também irei divulgar.

    Abs

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  4. Olá
    Particulamente eu gostei muito do texto, para mim é um excelente texto, muito esclarecedor!!!!
    Não sei vcs mas eu entendo perfeitamente o desabafo dele, acho que o RPG precisa de caras assim como ele sem medo. Pois se ficarmos escondidos “quiétinhos” atraz de nossos livros, nunca vamos ser ouvido!
    Não achei o texto nada preconceituoso, eu mostraria sem receio nenhum, para qualquer pessoa. Não só faria como o fiz! É ontem mesmo fui abordado por uma pessoal que sabe que sou jogador de RPG, e tinha acabado de ler a notícia do caso de Ouro Preto, e a abordagem foi extremamente ofensiva,querendo por me em xeque! Mas graças a essa pessoa eu pude encontrar o verdadeiro culpado nesse caso a MÍDIA! Sim pois logo depois de ouvir a pessoa, uma mulher já dona de casa, perguntei ser ela deixaria os filhos dela jogar RPG? A resposta foi mais que imediata, nem pesou duas vez e disse com toda vontade que NÂO! Continuei a conversar, tentando convence-la que é um hbby sadio e tudo mais….Até que depois de mais de uma hora conseguir faze-la entender e perceber que não havia mal algum no RPG. Ufffa foi uma batalha épica, hehe!!!! Só que, o que realmente me deixou abalado, foi uma ultima pergunta que resolvi fazer: O que vc faria se soubesse que um filho seu esta envolvido com drogas? Apos pensar muito ela não conseguiu formar uma resposta, apenas disse que não saberia dizer o que ela faria…….
    Ai eu penso que MÍDIA é essa que faz com que uma mãe proibia um lazer agradável ao seu filho, mas não o mesmo diante das drogas?

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