Epic fail / Pérola

Epic fail / Pérola

O meu maior epic fail em mesa de RPG de todos os tempos. Nem tenho dúvidas.

Vou roubar um pouco da narração do Gan para contar o que aconteceu em nossa última jogatina do Fronteiras I, aqui mesmo no Taulukko, a continuação das aventuras de Porto Livre.

Depois de resolver o grande mistério em Porto Livre e de enfrentar um dragão, seguimos para o continente onde vivem os anões, atrás de mais uma das gemas élficas que estamos reunindo para uma mega-quest posterior. Depois de seguir uns boatos que ouvimos na primeira taverna onde comemos e bebemos, entramos em uma mina para investigar.

Lá, um verme nos ataca e se enrola em Gustaf. Gustaf Olafson é o anão do grupo. O que fala o idioma local, conhece a cultura local e tinha uma missão para realizar ali em nome da família. Ele estava ansioso para chegar lá. Além disso, estava feliz da vida por poder estrear o seu novíssimo machado +5, que encontramos na cova do dragão. E além além disso, era o personagem mais próximo de Saya, junto com Serin, já que por sua tendência maligna ela não é lá muito chegada no clérigo e, principalmente, no cruciata/paladino do grupo.

Atacamos o verme. E eu, jogando com a Saya, minha hexblade, acerto a CA do bicho com a minha megabogafodablaster espada sugadora de almas (que ficou um tempão em mãos inimigas, para meu desespero, e estava, enfim, de volta às minhas mãos).

Rolei o dano e metade foi no verme, metade no anão, pois estavam embolados.

Ataco novamente – anão tem HP para quê, né? – e acertei um crítico.

Mestre – Você acertou um crítico. Qual a DC para não ter a alma sugada?
Maíra – Não precisa rolar, a criatura não é inteligente.
Mestre – Mas o anão é.
Maíra – Putz! – um minuto de silêncio – Putz! A DC é 10+ 1/2 do Base Ataque
Mestre – Então a DC é 16.

Aí o Mestre escreve no chat:
– Gustaf, faça um teste DC 16 para não ter sua alma sugada pela espada da Saya.
O anão rola o dado e soma 10.
O Mestre escreve:
– Vocês observam o anão murchar, perder as forças e seus olhos ficam brancos. Uma luz sai do corpo dele e vai em direção da espada e uma nova gema da espada se ilumina.

Fala se eu não mereço o prêmio Epic Fail RPG da história?

Agora ganhamos uma nova quest. Com trocentos requisitos! Dá só uma olhada na lista:

1 – Nível de Clérigo:
O jogador do Gustaf vai assumir o personagem clérigo do grupo (que estava evoluindo na metade do ritmo do resto do grupo, porque o jogador não participa das campanhas há tempos). Ele já tem 40% do xp para evoluir para o nível 10, quando ele pega a magia “Reviver os Mortos”. E deste modo, poderá trazer novamente o Gustaf à vida.

A descrição da magia diz que ele perde 1 nível de forma permanente, mas o Gan não usa dreno de níveis, então ele vai perder um ponto de Con permanente.

2 – Tempo curto:
Fora isto, a magia apenas resucita SE o defunto estiver morto há 1 dia level do clérigo, ou seja, temos 10 dias para reviver o anão.

3 – Corpo do anão:
A magia precisa também do corpo inteiro e isso é importante. Mas nós enterramos o anão no gelo, o que facilita nossa vida.

4 – Querer :
O deus do avatar/clérigo precisa aceitar trazer o ser de volta. No caso, Gustaf fez a cruz (o símbolo da fé) do avatar (clérigo), logo o deus do avatar trará ele com todo gosto.

A alma precisa querer voltar (e poder voltar, veja 3a parte da quest), e ele quer. Afinal Gustaf está na Rússia e ele tem contas a resolver, ele não PODERIA morrer pois é muito importante ele se vingar do assassino de seu pai. Logo ele tem sede por voltar.

5 – Muita grana:
Precisamos de diamantes, muuuuuitos diamantes. No total 5000 PO em diamantes.

6 – Liberdade da alma:
A alma do anão está presa e sendo torturada pelas outras almas que estão na espada da Saya. A magia de reviver os mortos falhará automáticamente se a alma do anão estiver presa dentro da espada. Precisam liberar a alma da espada antes. Para isso, precisamos acender todas as 9 gemas da espada, alimentando-a com outras almas. Ainda bem que tendência não é um problema para minha ex-assassina profissional.

Desejem-nos sorte!!