D&D Game Day – como foi por aqui

D&D Game Day – como foi por aqui

Meio de surpresa, fomos ao D&D Game Day 2009 lá na Devir, aqui em Sampa.

Não tínhamos jogado a quarta edição ainda, não conhecíamos a loja da Devir (apesar de morarmos relativamente perto) e nunca tínhamos jogado em uma mesa de desconhecidos (eu, pelo menos, não).

Ainda estamos digerindo a quarta edição… acho que só vamos opinar mesmo sobre ela depois de jogar uma campanha mais completa, com o Tchelo.

Mas o evento foi muito legal. E este post é para parabenizar a Devir pela organização. Chegamos, pegamos uma fila que andou bem, nossa pré-inscrição já estava feita, mestres já estavam esperando nas mesas, tudo certinho. O salão estava cheio de gente, mas sem atrapalhar a diversão.

Logo o grupo estava formado começando a ler as fichas e ouvindo as explicações do mestre (Alan, da RPG Arautos) sobre a quarta edição. Ninguém ali havia jogado. Tadinho! Penou com o grupo! Pegar um personagem já de 11º nível só complicou as coisas. Com um a menos na mesa e a gente subutilizando os poderes por não conhecê-los bem, o combate demorou mais do que o mestre esperava. Mas foi divertido mesmo assim.

Os mestres estavam com os mapas da aventura impressos, tinham levados suas próprias minaturas e dados. E, no final, o Otávio entregou 4 (!!) miniaturas para cada jogador, no plastiquinho, com suas fichinhas, tudo certinho, para compensar a falta dos kits, que ficaram presos na alfândega. Eles nem tinham obrigação disso. Achei muito bacana da parte deles. 🙂

No final, demos uma volta na loja, que é uma perdição para qualquer bolso e saímos de lá com uma edição do Castelo Falkenstein e um D20 para completar o valor de parcelamento. rs.

Que venha o próximo 🙂

Dia de alegria ou de tristeza?

Dia de alegria ou de tristeza?

Faz um pouco mais de um ano que Gary Gygax nos deixou. Independente disso, e até por uma estranha coincidência, também no mesmo dia 4 de março é internacionalmente comemorado o Dia do Mestre .

.

Bom, em homenagem ao Gary o Taulukko desde seu surgimento nomeou a rolagem de 20 no dado de 20 faces como GG

E para os Mestres fica a dica da maravilhosa ficha de D&D 3.5 criada pelo Beholder Cego para vocês analisarem.

Z

Z

 

Costumo brincar, quando passo muito tempo sem conseguir parar para ler notícia (quem lê tanta notícia?) que, se o presidente morrer, eu nem vou ficar sabendo. Pois desta vez foi muito pior. Depois de semanas afundada em trabalho, quando finalmente arrumei uns minutos para navegar, descubro que o pior aconteceu.

Não que já não houvesse sinais. Eles estavam aí para todo mundo ver. Os mais nerds já tinham até preparado arsenais e estratégias de sobrevivência. Já tinha lido alguns com aquele ar de “por que raios estão discutindo isso como se pudesse um dia ser real?”. Merda. Eu devia ter lido com mais atenção.

E, como esperado, foi justamente nos blogs mais nerds que descobri. Ninguém sabe como tudo começou, mas há algumas teorias. Nós, aqui nos confins do Sacomã, felizmente ainda estávamos a salvo. Foi por pouco. Eu estava buscando nos blogs de rpgistas mais notícias para saber quem ainda estava vivo (em SC, pessoal tá segurando as pontas; o Paraná está tomado; será que a Elisa resistiu lá em João Pessoa? Precisamos avisar Rafaella e Dinart, lá em Campina Grande, para se prepararem; será que algum amigo parecia doente esses dias?). Enquanto lia e pensava no melhor lugar para onde podíamos correr, ouvimos barulhos vindo do alto da ladeira onde moramos.

Quando olhei pela janela, eles estavam descendo a rua em bando. Uma horda de zumbis trazendo a destruição ladeira abaixo. Me lembrei das primeiras aventuras que jogamos com o Tchelo em Ravenloft. A “pequena” diferença era que, lá, eu era uma guerreirona fodona combada de 6º lvl, que desceu a espada cortando cabeças de zumbis na seqüência que um Trespassar Aprimorado permitia.

Aqui, eu era apenas uma magrela de menos de 50 kg que mal acerta uma barata com uma vassoura. Não dava tempo para pensar. Precisávamos fugir, e rápido. Peguei bolsa, celular, algum pão velho que estava ainda na mesa da cozinha, enquanto o Edson corria para buscar as chaves e abrir o portão. Por sorte, o tanque do nosso praguinha estava cheio. Abri a porta, o cachorro entrou correndo (já devia estar farejando o perigo esse nosso pequeno caçador. Parece que animais não são afetados. Tomara), e conseguimos fugir a tempo. Zumbis são lentos, são lentos, fui repetindo enquanto dirigia sem rumo.

Para onde iríamos? Só tinha conseguido ler notícias de outras cidades! Como será que estava o restante de São Paulo? Ligamos para o Tchelo para saber se podíamos nos abrigar na casa deles. Podíamos. Ufa.

Quando chegamos perto da Paulista, porém, parecia dia seguinte a vitoria de time de futebol em campeonato. A região do Paraíso estava devastada. Como não tínhamos encontrado sinais deles até ali, eles só podiam estar vindo da Consolação. E agora? que caminho fazer? Meu Deus! O Kenzo mora por aqui! Foi só no que conseguimos pensar. Largamos o carro ali mesmo e corremos para o prédio do nosso amigo.

Estava tudo destruído. O portão aberto à força e restos de corpos pelo chão. Subimos os mais de dez andares pela escada com nosso fôlego de casal sedentário, tentando encontrá-los pelo celular, que nem chamava. Essas porcarias sempre falham na hora em que mais precisamos delas. Eles não estavam mais no apartamento. Teriam sobrevivido?

Recolhemos algumas bolachas que estavam pela mesa, uma garrafa de Coca-cola (eles não têm água, mas sempre têm Coca na geladeira…) e voltamos ao plano inicial. Quando chegamos à rua, nosso carro não estava mais onde deixamos. Algum desesperado deve ter usado para fugir. Fizemos o mesmo. Uma pick up estava a um quarteirão dali com a porta aberta. Assim que nos aproximamos, pudemos ver o motivo. Havia um corpo a poucos metros dali totalmente destroçado. Mal dava para notar que tinha sido uma mulher, não fossem suas coisas esparramadas por perto: bolsa, sapatos, celular rosa e maquiagem. Muita maquiagem espalhada. Perua.

Enquanto subíamos na pick up, pudemos ver a horda de zumbis rondando a Paulista novamente. Eram muitos. Famintos.

A chave ainda estava no contato. Pickups são o inferno para mim, que sou baixinha. Mal alcanço o o pedal, mas na hora nem notei. No caminho, ela me foi útil. Tinha ainda aquelas grades no para choque, que me serviram bem na hora de atropelar alguns zumbis no caminho. Por sorte, consegui encontrar só alguns desgarrados na região dos jardins. A horda estava mesmo na Paulista.

Com muita sorte, chegamos vivos na casa do Tchelo e da Lina. Eu, marido e o cachorro. Mal pudemos esperar o portão abrir, acabamos amassando toda a lataria de cima da pickup. Ainda bem que moram no primeiro andar. Enquanto eu gritava por eles lá de baixo, o marido subiu as escadas correndo para ajudá-los a pegar o máximo de suprimento que pudessem.

Enquanto espero por eles, dou uma olhada na mochila do marido-nerd para ver o que ele tinha conseguido pegar e encontro seu notebook. Que raios de marido nerd que carrega o notebook até numa situação dessas? Aproveito os poucos minutos que tenho para escrever esta mensagem de alerta aos que conseguirem me ler. Quando conseguirmos roubar um wi-fi qualquer no caminho, publicamos.

São Paulo está tomada. Do que vi, uma horda ronda a Paulista e outra chega do ABC lá pela região de Heliópolis. Fujam como puderem.

 

Obs.: Este post faz parte do meme Dia Z, iniciado no Pop Dice e seguido por diversos ótimos blogs de RPG. E é, claro, tudo ficção. 😉

Obs. 2: As artes que ilustram este post foram tiradas da ótima revista Cão #3 (capa ao lado), que narra justamente uma invasão de zumbis na avenida Paulista. Na mesma revista, você encontra mais desenhos da Rafaella Ryon. Para saber mais sobre a Cão e pedir um exemplar, entre no site da Vermis.

Obs. 3: As fotos que ilustram este post são retiradas do Flickr e registram a Zombie Walk que rolou em Sampa em 2008. Para conhecer outras fotos dos autores, clique nas imagens.

Obs. 4: Infectamos o Tchelo e a Lina, do RPG Planet, e o Kenzo, do Oznek. Boa sorte!

RPG obscuro – Goulash

RPG obscuro – Goulash

Coisas doidas que descobrimos via Twitter. Faz uns dias que um nome estranho começou a seguir o twitter do Taulukko. Fui lá ver o que era, curiosa que sou, e descubro um RPGzinho muito curioso de que nunca tinha ouvido falar, apesar de já ter uns bons anos. 

Essa obscuridade tem nome de comida húngara: Ghoulash. E é, na verdade, uma versão estilizada do bom e velho Batalha Naval que, céus, meu pai jogava quando era criança. rs. E, claro, não tem nada a ver com o tal prato, mas com um monstro conhecido do RPG: o ghoul. Argh.

O site é cheio de informações (tem até camisetas!) e tem um vídeo engraçadíssimo de divulgação. Saca só:

Essa figura muda ali do lado é o filho do cara que criou tudo. Acredite se quiser. 

Feito para jogar a dois, ao mesmo tempo, o jogo é bem divertidinho e prático. Cada um precisa apenas de um papel de jogo, um lápis e uma prancheta. Dá para baixar lá do site um test-drive do bagulho. 

Cada folha tem um grid de movimento e um de obstáculos. Cada um marca no grid de obstáculos um número de Ghouls, de kits que primeiros socorros, buracos, zonas de fragmentos e uma caixa. E, no mapinha do corpo do Ghoul, cada um marca seu ponto fraco.

Depois, é hora de se movimentar. Cada um marca no grid de movimento por qual caminho ele decidiu buscar a tal caixa. O objetivo é pegá-la e levar de volta ao quadrado 1A. O primeiro que fizer isso, ganha. 

A cada movimento, o “mestre” vai dizendo o que o jogador encontra no caminho. Cada uma das coisas que ele marcou antes traz uma conseqüência. 

O kit de primeiros socorros cura, o buraco faz perder a vez, a zona de fragmentos causa dano e, finalmente, encontrar o Ghoul significa combate. 

A batalha se dá na tentativa e erro. O jogador chuta um entre os quatro possíveis pontos fracos do Ghoul. Se errar, toma dano. Se acertar, mata o bicho. 

O jogador morre quando toma um determinado número de dano (varia de folha para folha). 

Simples e divertido. 🙂 Alguém já conhecia esse joguinho?

Frases antes da morte

Frases antes da morte

Sempre é momentos antes daquele crítico contra você, ou daquele erro crítico seu que saem as melhores pérolas numa mesa de RPG. São as frases faladas momentos antes da morte de seu personagem. Abaixo uma seleção engraçadas das melhores que me ocorreram.

 

Tem OUTRO pergaminho de ressurreição ai?

Imagem cedida por Ken and Nyetta

“- Obrigado Silver por me ressuscitar.”
(meu amigo David, acredite ele morreu logo em seguida)

 

Morto pela própria navalha…


“- Achei minha espada!”
(David , ao achar a sua espada Dançarina nas mãos do ladrão. O que ele não sabia era que ele seria usado como bainha logo em seguida)

Só existe uma coisa pior que “save or die”… é não ter o save.

“-Mas… tem certeza que eu não tenho direito de um teste de constituição ?”
(Diego desesperado por um save or Die)

 

Imagem cedida por Gruenemann

Passar ou não passar, eis a questão…

“-Eu passo.”
(David, antes de passar por um Portal de Desintegração )

Maria vai com as outras…

“-Eu também.”
(Leandro , antes de passar pelo mesmo Portal)

 

Morto-vivos

teste
Imagem cedida por welovethedark

“-Como o único xamã da cidade foi aparecer na minha frente justo quando eu estava transformado em zumbi?”
(Diego, quando foi desintegrado pelo poder da fé)

Falha crítica em diplomacia

“-Não nos ataque!!”
(Eu , alertando uma Morte Menor)

 

Imagem cedida por 8one6

Falha crítica em intimidar

“- Desista Beholder!”
(Fernando )

Premonição

“-Esta maldita desintegração ainda vai me mandar pro caixão!”
(Fernando)

Auto-confiança

“-Não se intrometam! Dele eu cuido sozinho.”
( Leandro antes de enfrentar um Colecionador de Itens de 15o nível de Mago/Guerreiro)

 

Como acordar sempre bonzinho

Imagem cedida por bl0ndeeo2

“- Se eu sobreviver vou acordar evil todos os dias pela manhã.”
(mago que por motivos de RP acordava 50% dos dias bonzinho e 50% maligno.)

 

e …

Conte as melhores de sua mesa também =)

Receita Jesus Me Chama – Série Receitas Para Nerds Parte 1

Receita Jesus Me Chama – Série Receitas Para Nerds Parte 1

Hoje estou aqui para dar uma receita e, antes que me taquem um ovo para ajudar no processo, pergunto, e por que não?

Todo jogo de RPG vai aquela “cambada” de amigos mortos de fome para assaltar a geladeira de sua casa. E o que eles comem? Tudo, oras! São como gafanhotos! De bolachas a feijão com arroz, nada sobra na geladeira e armários.

Logo, nada como uma receita boa e barata. E claro, cachorro-quente (ou pão com vina como os curitibanos chamam) é uma das mais usadas.

Mas claro que, no caso, vou dar uma dica com um toque especial. Anos de estudo alquímico me levaram à receita abaixo:

Pão com Vina do mago Gan

Porção: 6 Pessoas
Tempo de Preparo: 45 min
Igredientes: 1/2 kg de tomate, 1/2 kg de cebola, 8 folhas de louro, 1 colher de sopa de pimenta do reino, 1 colher de sal, 100g de azeitonas picadas, 18 “vinas” (salsichas de dog), 18 pães de dog (substituível por pães franceses) e o trio catchup, mostarda e maionese (claro!).
Modo de Preparo:
Pique a cebola e refogue em óleo, junte o tomate e deixe cozinhar até formar um molho. Enquanto o tomate refoga coloque sal, pimenta do reino, azeitonas e as folhas de louro. Mexa de vez enquando até o molho ficar bem refogado (borbulhando).

Enquanto o molho é preparado, deixe em uma panela separada as vinas cozinhando.
Pronto! Agora é só servir!
Catchup, Mostarda e Maionese são igredientes indispensáveis no final do processo.
Se desejar, opcionalmente coloque à disposição farofa Yoki e pimentão verde picado, fica bom para colocar junto com o molho.

Bom apetite!

Versão nova do Taulukko no ar! Agora com fichas e dados Fudge!

Versão nova do Taulukko no ar! Agora com fichas e dados Fudge!

Acaba de sair do forno a versão 0.2 do Taulukko!

Veja o que mudou:

  • Agora o Taulukko tem um módulo de criação de modelos de fichas, com um visualizador dos modelos.
  • É possível buscar e adicionar um modelo de ficha à campanha, assim os seus jogadores poderão usá-las. ^^
  • Sistema de denúncia para páginas de campanha ou templates que firam direitos autorais, pornografia etc..
  • Agora é possível trocar de nome na sala do jogo com o comando /nick apelido.
  • Também é possível usar dados Fudge pelo comando /df ou /(QUANTIDADE)df (Agradecimentos ao jogador Fábio Emilio Costa que sugeriu a adição do dado fudge ao sistema)
  • Correção de mensagem privada que, ao ser enviada pelo mestre/narrador, aparecia erradamente a informação “GM recebeu…”.
  • Comandos de chat errados agora disparam mensagens de aviso no chat.

E, para estrear o novo sistema de criação de modelos de fichas de personagens, o Taulukko começa disponibilizando a ficha para o sistema 3D&T!


Voce joga outro sistema? Quer exibir seu talento em criar páginas fazendo o seu próprio modelo? Veja como fazer em nossos tutoriais, no post anterior.

Se tiver dúvidas, acesse nosso Help ou mande um email para a gente.

Divirta-se!